Sonix arrenda instalações da falida Ricon por um valor mensal de 17 mil euros

Sonix arrenda instalações da falida Ricon por um valor mensal de 17 mil euros

O Grupo Sonix assinou esta segunda-feira, o contrato de arrendamento que inclui as instalações e parte dos activos da falida Ricon Industrial, em Ribeirão.

Segundo apurou o Jornal de Negócios junto de fonte conhecedora do processo, o acordo com o administrador de insolvência, Pedro Pidwell, foi celebrado em Anadia, por um valor mensal a rondar os 17 mil euros. É válido pelo período de seis meses, com opção de renovação por mais três meses.

Samuel Costa, administrador deste grupo que tinha a concorrência da Valérius, não quis confirmar o valor do arrendamento das instalações. Porém, adiantou que estão a ser concluídas “algumas alterações na linha de produção” e calculou ao Negócios que vai ser feito um investimento adicional de cerca de 350 mil euros em novos equipamentos.

Questionado sobre a possibilidade de, daqui por nove meses, o edifício e os activos poderem ser disputados por outros interessados, assim que estiverem disponíveis para venda, o gestor responsável pelas operações disse acreditar que esse “é um risco minimizado agora” com o acordo para arrendamento. “Faremos o que estiver ao nosso alcance para assegurar o edifício e o resto dos activos depois desse período”, prometeu.

Fundado há 34 anos pela antiga costureira Conceição Dias, que emprega quatro centenas de pessoas e factura 60 milhões de euros, o grupo Sonix já está a “produzir protótipos e pequenas séries”, contando retomar ali nos próximos dias o fabrico de calças e de casacos. E vai fazê-lo pela mão de mais de 160 ex-trabalhadores recrutados das várias empresas do grupo Ricon, a quem paga 600 euros mensais e um subsídio de alimentação diário de 4,77 euros, mas agora “com clientes, métodos e processos diferentes”.

O gestor da empresa têxtil de Barcelos, que entrou na corrida pela falida Ricon no início de março, assegurou ainda que está actualmente em fase de registo e vai ser implementado em breve “uma identidade própria” para esta nova operação na área dos tecidos, com a qual acaba por diversificar a actividade têxtil – já tinha tecelagem, confecção, tinturaria e produto acabado – e alargar o portefólio de produtos.

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