“Chegámos à conclusão de que esta greve não surtiu os efeitos da greve que desejávamos, mas surtiu em parte porque hoje fala-se da profissão de motorista e daquilo que é a nossa vida. Penso que hoje há um conhecimento diferente na opinião pública sobre aquilo que é a nossa profissão”, disse Anacleto Rodrigues, representante do SIMM, à saída da reunião.

“Desconvocámos a greve numa base de irmos agora trabalhar no sentido daquilo que eram as nossas propostas e que a Antram já tinha conhecimento — algumas das quais, tivemos conhecimento hoje, já estavam previamente acordadas naquilo que está a ser feito com a Fectrans. E agora vamos trabalhar com uma primeira reunião já no próximo dia 12 de setembro”

Pelas 20:30 chegou ao Ministério das Infraestruturas e Habitação uma comitiva do Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias (SIMM), tendo a Antram chegado depois das 21:00, representada pelo presidente da Associação, Gustavo Paulo Duarte, e pelo porta-voz, André Matias de Almeida.

Os motoristas de transportes de matérias perigosas e de mercadorias cumprem hoje o quarto dia de uma greve por tempo indeterminado, que levou o Governo a decretar uma requisição civil na segunda-feira à tarde, alegando incumprimento dos serviços mínimos.

A greve foi convocada pelo Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP) e pelo Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias (SIMM), com o objetivo de reivindicar junto da Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias (Antram) o cumprimento do acordo assinado em maio, que prevê uma progressão salarial.