O Governo decidiu esta quinta-feira, em Conselho de Ministros, alargar os apoios inicialmente previstos apenas para concelhos em situação de calamidade a todo o território nacional. Luís Montenegro explicou que as medidas podem agora ser aplicadas de forma flexível, consoante os prejuízos, seja numa casa, num bairro, numa empresa ou numa freguesia.
O primeiro-ministro destacou a rapidez da intervenção governamental face às tempestades que provocaram 18 mortos e centenas de desalojados. “As ajudas chegaram de forma célere e simplificada às pessoas, mesmo que ainda haja muito por fazer”, afirmou.
Para a reconstrução, estão disponíveis três mil milhões de euros, sendo mil milhões novos, financiados pelo Banco Europeu de Investimento. Até agora, 3.323 empresas candidataram-se, num total de 748 milhões de euros.
Montenegro garantiu que o programa não comprometerá o equilíbrio das contas públicas, embora não descarte a possibilidade de saldos negativos.