Religiosa do Convento de Requião admitiu ter dado chapadas nas noviças mas nega escravidão

Uma das “freiras” arguidas no processo do Convento de Requião admitiu ter dado umas “chapadas” nas “noviças” mas negou maus-tratos e escravidão.

No Tribunal de Guimarães, onde decorre o julgamento, quatro mulheres, que se intitulam freiras, e um padre estão acusados de nove crimes de escravidão a jovens que pretendiam seguir a vida religiosa.

A acusação diz que, “pelo menos” de 5 de Dezembro de 1985 até ao início de 2015, os arguidos sujeitaram as jovens religiosas a várias agressões físicas, injúrias, pressões psicológicas, tratamentos humilhantes, castigos e trabalhos pesados.

A primeira religiosa a ser ouvida disse em tribunal que a acusação é forjada. Admitiu as chapadas e que se possa ter zangado algumas vezes e, por isso, pediu “perdão”. Quanto às restantes acusações diz ser “falso”, que “não conhece” ou “não se lembra”.

Também as criticou, dizendo que eram “porcas e mentirosas”, que não gostavam de trabalhar e não sabiam fazer nada. Chegou a referir-se a elas como “esse tipo de gente”, mas acrescentou que as “amava a todas”.