Quarentena a Bulir pela sua saúde física e mental

“Movimento Quarentena a bulir”, assim se chama o grupo criado na rede social facebook pela professora Manuela Cunha. Já tem mais de 7 mil seguidores, de todo o país, com mais de 100 mil interações.

É destinado a todas as pessoas, desde que se interessem pelo bem-estar emocional e mental. Mas foi pensado em primeiro lugar para pais com filhos pequenos que precisam de os manter ocupados, e também para aquelas pessoas que, pelas mais diversas razões, vivem sozinhas.

Por isso, o “Movimento Quarentena a Bulir” tem muitas sugestões, desde uma biblioteca, com propostas de livros; uma secção com filmes; um espaço de apoio psicológico, em que uma psicóloga responde às questões que suscitam dúvidas e que são muitas nesta fase de isolamento social; tem uma rubrica sobre educação especial, porque «há pais e professores de meninos especiais que estão a partilhar connosco e com outras famílias atividades com que os meninos se podem entreter», realça Manuela Cunha.

O logotipo do “Quarentena a Bulir” representa tudo isto e foi pensado por um designer famalicense, Rogério Monteiro. Retrata uma casa que é o local onde estamos; o sol como símbolo de esperança e o relógio que convida a bulir. A imagem de fundo representa todas as atividades do mundo exterior que agora temos de trazer para dentro de casa.

Manuela Cunha diz que é preciso tirar o melhor partido deste isolamento social e fazer coisas que dizíamos que iríamos fazer quando tivéssemos tempo, como ler livros, ver os filmes que estão em atraso, retomar o hobbie que ficou na gaveta, etc. Tudo menos pensar no coronavírus, porque isso convida à depressão. Uma doença para a qual Manuela Cunha chama a atenção, lembrando que a saúde mental das pessoas está muito em jogo por causa do confinamento social, da perda de pessoas, das notícias constantes sobre o coronavírus, etc.

A participação está a ser tão positiva que o «movimento vai continuar mesmo depois do isolamento social. Temos tanta coisa boa que era uma pena não dar continuidade a isto», adianta Manuela Cunha. Esta professora acredita que vamos sair todos disto muito diferentes e a fazer uso das redes sociais também de forma diferente.