Concelho

Produção vanguardista de luvas traz investimento de 20 milhões para Famalicão

A Raclac vai investir 20 milhões de euros em Vila Nova de Famalicão na primeira fábrica da Europa de luvas de exame descartáveis. A nova unidade industrial está inserida no projeto NITRO, que a empresa classifica como “inovador” e “vanguardista”, e viu ser lançada a primeira pedra na passada sexta-feira, 8 de junho, na freguesia de Cruz, com as presenças da Secretária de Estado da Indústria, Ana Lehmann, e do Presidente da Câmara, Paulo Cunha.

Serão produzidas luvas de exame descartáveis para a área da saúde de forma inovadora através de uma tecnologia desenvolvida pela própria empresa durante cerca de três anos. Trata-se de uma linha de produção 100% automatizada, com 48 robôs e sem intervenção humana, do princípio ao fim. A produção será feita em “sala limpa”, tal como o embalamento, garantindo luvas totalmente seguras, e todo o processo possibilitará o reaproveitamento e a poupança de água e de energia.

“Não existe outra linha de produção semelhante no mundo”, assegurou Eduardo Rocha, presidente do Conselho de Administração da Raclac.

Com um investimento global de 20 milhões de euros, o projeto NITRO teve um custo total projetado e submetido ao Compete 2020 de 13,9 milhões de euros, dos quais 5,5 milhões serão financiados pelo FEDER. A nova unidade vai permitir criar 60 postos de trabalho e deverá estar concluída em abril do próximo ano.

Ana Lehmann, manifestando a sua satisfação por ver os fundos comunitários serem “tão bem aplicados”, sublinhou que este projeto “vanguardista e sensacional contribui para o robustecimento da indústria 4.0 e corporiza da melhor forma esta quarta revolução industrial”.

A governante salientou também a importância de Famalicão para a economia nacional. “É um concelho que orgulha Portugal. Tem das economias mais saudáveis e diversificadas do país e está em franco crescimento”.

Por seu lado, Paulo Cunha disse que o projeto NITRO “é, inequivocamente, o melhor que se pode fazer a nível mundial”, sendo “mais uma oportunidade para reter e cativar talentos”.

A Raclac, cujo volume de faturação ultrapassou os 10,5 milhões de euros em 2017, registando um crescimento de 30% face ao ano anterior, emprega 14 profissionais e está presente em mercados como Espanha, França, Inglaterra, Angola, Moçambique, Marrocos, Tunísia e Cabo Verde.

O grupo Vallis adquiriu 50% do capital da Raclac em 2016, tendo os restantes 50% ficado nas mãos dos fundadores da empresa, Pedro Costa e Susana Fernandes.

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