Paulo Cunha diz que se deve equacionar o adiamento das eleições autárquicas

O presidente da distrital de Braga do PSD, Paulo Cunha, diz que deve ser equacionado o adiamento das eleições autárquicas se o Governo não garantir o cumprimento do calendário de vacinação contra a covid-19.

«Se o plano de vacinação não for cumprido, como parece que não vai, e se assim não se atingir a chamada imunidade de grupo em tempo útil, faz sentido equacionar o adiamento das eleições», referiu em declarações à Agência Lusa.

«Cumprir a democracia pode obrigar a adiar as eleições. Mas o que eu mais desejo é que elas possam ter lugar em finais de Setembro. Se não for possível, que sejam no mais curto espaço de tempo possível. Quinze dias, um mês, três meses, isso já não sei, depende do cumprimento do plano de vacinação», rematou.

De acordo com a lei, as eleições autárquicas deverão ocorrer entre 22 de setembro e 14 de outubro de 2021.

De acordo com o coordenador do Plano de Vacinação, Henrique Gouveia e Melo, Portugal deverá vacinar 70% da sua população até final de agosto e a sua totalidade ainda este ano. No entanto, Paulo Cunha mostra-se cético em relação à imunidade de grupo a tempo da campanha.

Segundo o também presidente da Câmara Municipal de Famalicão, as eleições autárquicas são muito diferentes das presidenciais, por envolverem um número muito elevado de candidatos às câmaras, assembleias municipais e assembleias de freguesias, e por terem campanhas que «não se fazem nas televisões, mas sim porta a porta, em contacto direto com as populações».