Pandemia trava praxes na Universidade do Minho

Estão proibidas, por tempo indeterminado, as praxes na Universidade do Minho.

A decisão foi anunciada em comunicado pelo cabido de cardeais.


Comunicado

“O Cabido de Cardeais da Universidade do Minho, órgão máximo da praxe minhota, decidiu que, para já, todas e quaisquer atividades praxísticas presenciais estão proibidas e serão desencorajadas. Esta medida, tomada em consciência, será aplicada no início deste ano letivo e reavaliada com frequência

Vivemos tempos conturbados. Vivemos com liberdades suspensas. Vivemos sem abraços, sem toque, sem festas e arraiais. Vivemos. Esta é de longe a realidade que esperaríamos ter. São tempos estranhos e que ficarão marcados na memória de cada um de nós. Queríamos ter semanas incríveis e memoráveis, com a folia e animação características de um estudante do Minho. Queríamos receber os novos alunos com um abraço apertado. Queríamos integrá-los nas nossas tradições, na nossa memória e na nossa Academia. E queríamos fazer isto tudo de forma presencial e sem aumentar o risco de contágio deste vírus. Porém, não o vamos poder fazer

Apesar de as praxes não se realizarem, Pedro Domingues, papa da Academia Minhota, apela aos estudantes para trajar. “Não quero com isto dizer que a praxe está suspensa. Apesar desta medida ter sido tomada, as nossas tradições académicas continuam vivas. Hoje, mais que nunca, temos de mostrar à sociedade do que realmente somos feitos. E não há melhor forma de o fazer do que envergando o nosso traje. Trajem! Façam-no para recordar tudo o que devíamos estar a viver, façam-no para mostrar a nossa cultura, façam-no para orgulhar a nossa academia. Ao trajar, o estudante do Minho está a mostrar sua resiliência perante uma dificuldade. Trajem para ir às aulas, trajem para ir ao café, trajem. A arte de bem trajar é a nossa tradição mais bela e é necessário que tenhamos orgulho ao fazê-lo”