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OUTRA VEZ A EN 14

DECLARAÇÃO. Na passada semana proferi no parlamento uma declaração política sobre a construção da alternativa à EN14. Recordei que o anterior governo concertou com os autarcas uma solução infraestrutural menos onerosa para o erário público, mas igualmente eficiente que, por razões técnicas e financeiras, foi faseada na sua execução. O anterior governo cabimentou e abriu concurso público para a execução da 1ª fase da obra, tendo, inclusive, iniciado o processo de expropriações, bem como os estudos e projetos para as demais três fases.

DENÚNCIA. Desde junho de 2016, que o atual governo está em condições de proceder à adjudicação da 1ª fase. Dada a inexistência de impedimentos técnicos ou financeiros, aquela só não ocorreu por mera opção política governativa.

ANÚNCIO. No dia seguinte àquela declaração, o primeiro-ministro avançou que está tudo pronto para as obras arrancarem na Maia confrontando-nos com uma nova contradição de uma lista já de si deveras extensa. Refira-se que o atual governo deu como boa a execução do projeto faseadamente, depois a obra só podia ser feita de forma integral, para agora voltarmos ao ponto de partida. Assumiu, primeiramente, que o início da obra ocorreria na Maia, depois em Famalicão, para regressar agora novamente à “primeira forma”. Mais surpreendente foi verificar que o primeiro-ministro anunciou um troço (Nó do Jumbo até à Carriça) que corresponde apenas a uma parte da 1ª fase da obra concursada. Dito de outra forma, anunciou uma obra para a qual nem sequer foi aberto concurso público. Uma “artisticidade”.

CANDIDATO. No referido debate parlamentar participou o também deputado famalicense e candidato socialista à Câmara Municipal. Se em Famalicão, conforme se viu em artigo de opinião, criticou o governo de António Costa por ter adiado a obra projetada invocando “argumentos esfarrapados em tecniquês para os quais”  diz já não ter “pachorra”,  já em Lisboa, deu a entender ter andado bem o governo socialista ao abandonar o projeto do governo PSD/CDS-PP, pois aquilo não passa de um “projetinho”, que “não servia para nada, nem a economia, nem as populações, nem a mobilidade”.

Se há olhos que mudam de cor consoante a luz, há pessoas que mudam de opinião consoante as plateias.

Jorge Paulo Oliveira

(Deputado do PSD na Assembleia da República)

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