Orquestra de Jazz de Matosinhos e Mão Morta dão vida ao cinema

Um dos grandes destaques do Close-Up – Observatório de Cinema são os filmes-concerto a exibir nos dias 12 e 19 de outubro. Esta é uma produção da Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão que poderá ser apresentada noutras salas do país. Afinal, são composições originais para filmes de referência.

A Casa das Artes convidou a Orquestra de Jazz de Matosinhos para orquestrar o filme “O Couraçado Potemkine”, de Serguei Eisentein, que será exibido no dia 12 de outubro, pelas 21h30, com duração de 70 minutos.

Para o filme “O Couraçado Potemkine”, a Casa das Artes pensou logo em convidar a Orquestra de Jazz de Matosinhos. «Foi a nossa primeira ideia para um dos mais importantes filmes do cinema russo. É um filme épico que pedia uma Orquestra para fazer a banda sonora», explica o presidente do Cineclube de Joane, co-organizador do Close-Up juntamente com a Casa das Artes. Vítor Ribeiro explica que apesar de haver duas bandas sonoras feitas para este filme, a Orquestra de Matosinhos optou por compor uma banda sonora nova, sob a direção do maestro e compositor Pedro Guedes.

Os Mão Morta estão a preparar uma composição para o filme “A Casa na Praça Trubnaia”. O grupo, com mais de 30 anos, tem, segundo Vítor Ribeiro, «um percurso muito coerente e tem a ver com a dinâmica deste filme». Toda a história passa-se dentro de uma casa e é uma espécie de estudo da sociedade russa da altura.

O Close-Up tem atraído público de todo o país. «Tem sido uma consolidação crescente. O que pretendemos é uma ligação com a comunidade, com todo o tipo de público, começando no escolar», realça o presidente do Cineclube de Joane.

As sessões para o público escolar têm vindo a acontecer e são para repetir este ano. Haverá cinco sessões na Casa das Artes para crianças e jovens e outras cinco nas escolas, na Universidade do Minho e em escolas profissionais. Serão filmes destinados a um público que vai do 1.º ciclo ao ensino universitário. «Nós acreditamos que ainda há um grande trabalho a fazer na formação de público, temos essa ambição de formar o espetador de amanhã», anuncia Vítor Ribeiro. Recorda que vivemos cercados de imagens em movimento. «O espetador do futuro deve ter ainda mais ferramentas para lidar com essas imagens e o cinema é a melhor ferramenta para líder com isso».

Este IV episódio do Close-Up, que decorre de 12 a 19 de outubro, em vários espaços da Casa das Artes, com cerca de 40 sessões de cinema. Destaque para duas sessões especiais: a exibição do mais recente filme de Quentin Tarantino, “Era uma vez em…Hollywood”, e a antestreia em Portugal de “Alpha: Nos Bastidores da Corrupção” do filipino Brillante Mendoza.

O Close-Up volta a ter convidados para comentarem filmes. «Esta ideia dos comentadores é uma tentativa de estimular o cruzamento artístico entre as várias formas de arte e, ao mesmo tempo, desafiar o espetador a pensar noutros pormenores que à primeira vista poderia não ver no filme. São estímulos que podemos dar a quem está a assistir», realça Vítor Ribeiro.

Haverá ainda tempo para um passeio pelo cinema francês com dois protagonistas – Agnès Varda e Jean-Luc Godard – mas que inclui outros nomes que inquietaram a produção francesa tais como Jean-Pierre Melville, Sacha Guitry, Max Ophüls, Georges Franju ou Louis Malle.

O cinema português vai também estar em destaque com um programa dedicado aos filmes escritos e realizados pelo cineasta-fotógrafo Eduardo Brito, onde se incluem duas curtas metragens em antestreia – “Úrsula”, uma encomenda do Observatório, e “La Ermita”.

Há ainda um extenso programa para as escolas com uma dezena de sessões de cinema, oficinas e uma masterclasse de Pedro Serrazina. “Toy Story 4” e a versão live action do filme “O Rei Leão” são as duas propostas do Close-Up para as famílias.

Mais informações e programa completo em www.closeup.pt, no site da Casa das Artes, em www.casadasartes.org.

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