Obras de manutenção e adaptação nos edifícios da Santa Casa da Misericórdia

A Santa Casa da Misericórdia vai proceder a obras nos seus edifícios que são de manutenção mas também de adaptação às normas legais sobre acessibilidades. A novidade foi avançada pelo provedor da Santa Casa da Misericórdia, Rui Maia, em entrevista à Rádio Cidade Hoje.

Para o Lar São João de Deus existe um acordo com a Segurança Social para alargamento que não está relacionado com o aumento de utentes mas com melhores condições de habitabilidade e de integração dos utentes. É uma obra que está em andamento mas que ainda não terminou.

No Lar Jorge Reis, em Outiz, será necessária uma intervenção mais de fundo ao nível das acessibilidades, para cumprir as normas legais. Rui Maia recorda que as valências mais antigas foram construídas segundo outros parâmetros legais, que hoje estão desenquadrados.

Estas obras estão a ser suportadas financeiramente pela Santa Casa da Misericórdia de Famalicão. O provedor aguarda pela generosidade dos famalicenses, porque a Santa Casa é uma instituição sem fins lucrativos e, ao contrário do que muitos pensam, não usufrui de dividendos dos jogos de sorte. Rui Maia considera que seria interessante a abertura de um programa do Estado de apoio às IPSS com taxas de juro mais favoráveis ou com fundos comunitários.

Recorde-se que a Santa Casa da Misericórdia tem dois lares: São João de Deus, em Gavião, e Jorge Reis, em Outiz. Tem também duas creches: a da Lapa (Famalicão) e a de Nossa Senhora da Guia (Outiz). Com 177 funcionários, a Santa Casa é uma verdadeira empresa do setor social. «Há uma sustentabilidade económica que tem que estar garantida para fazer face a todos os compromissos que acarreta esta massa salarial», sublinha Rui Maia. Explica que o Estado, através da Segurança Social, não acompanha as necessidades das instituições sociais. Dá como exemplo, o aumento do salário mínimo e dos custos com a alimentação e os produtos de higiene, sem que os acordos com a Segurança Social sejam melhorados para fazer face ao aumento dos custos. «As IPSS vivem, todas elas, com dificuldades e com uma necessidade constante de ter um equilíbrio», analisa Rui Maia.

A Santa Casa da Misericórdia de Famalicão também tem cada vez menos mecenas. O provedor conta que eles existem mas as instituições são mais e os apoios vão-se disseminando.

Rui Maia agradece o apoio de todos os irmãos, mecenas e instituições públicas. Deixa também uma palavra de gratidão aos colaboradores, pela disponibilidade e generosidade na prestação do serviço.