Nova ponte sobre o Rio Ave na mira da “bazuca”, mas Paulo Cunha teme mais alguns anos à espera

A inclusão da nova ponte sobre o Rio Ave no Plano de Recuperação e Resiliência, a chamada bazuca europeia, deixa o presidente da Câmara Municipal de Famalicão satisfeito. No entanto, Paulo Cunha lamenta que depois de vinte anos à espera, o Governo esteja a usar dinheiro de um plano de exceção, que foi criado para recuperar o país da pandemia e não para fazer este tipo de obras.

«Seria bom que o país tivesse percebido que o maior exportador de Portugal, que é o eixo Maia, Trofa, Famalicão, tivesse esse investimento muito para além do acesso a fundos comunitários», sublinhou Paulo Cunha, frisando que Portugal está a dar um «péssimo sinal ao exterior».

O presidente da Câmara não sabe em que ponto está a execução do projeto, que antecede o concurso da obra, e teme que ainda seja preciso esperar anos para ver a travessia concretizada. Recorde-se que o último sinal do Governo foi a aprovação do estudo de impacto ambiental, em fevereiro de 2020.

Entretanto, a expansão da Continental Mabor continua dependente da nova ponte. A empresa tem os terrenos, mas a obra pressupõe uma intervenção numa ribeira que precisa de ser consolidada antes da nova travessia.