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No têxtil tudo se cria, nada se perde e tudo se transforma

O futuro da indústria têxtil esteve em debate esta terça-feira, na Fundação Cupertino de Miranda. O promotor da iniciativa foi a Câmara Municipal, que chamou especialistas nacionais e internacionais, com o objetivo de dar um contributo para o desenvolvimento da economia famalicense.

O tema, “Economia Circular”, não é novo, mas «é atual e importante, pela questão ambiental e porque existem oportunidades ao nível de fundos comunitários para as empresas», explicou o presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, no âmbito deste debate.

“Economia Circular” é um conceito que diz respeito a um produto que quando chega ao fim de vida volta a ser aproveitado para matéria-prima; ou resíduos que saem num processo de fabrico e que podem ser aproveitados para outro tipo de artigo.

Além da vertente económica, há aqui uma questão de competitividade e de sustentabilidade ambiental muito importante.

Por exemplo, o que pensa se ao comprar uma camisola ela trouxesse elementos que permitissem modificá-la sem a deixar de usar por muito tempo?.

Maria José Carvalho, responsável no CITEVE pelo departamento da Sustentabilidade e Economia Circular, no caso do têxtil e vestuário, explicou que este conceito é do conhecimento dos empresários e que há muitas empresas que estão a abandonar a ideia de economia linear e a pensar mais na maximização de recursos. Além da mudança de visão dos empresários, esta mudança exige uma alteração de comportamento dos consumidores, «senão a transição será mais lenta», alerta.

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