Nó da A7 em Fradelos ou Balasar não custa nada ao Estado

A construção de um Nó na A7 (autoestrada que liga Famalicão a Guimarães) na zona de Fradelos ou Balasar só depende da vontade do Governo e nem precisa de dinheiro do Estado. Mesmo assim, o Governo não dá uma resposta aos autarcas locais nem ao concessionário que é a Ascendi. «Não estamos a pedir dinheiro ao governo português para fazer uma obra, nós estamos a pedir que haja compreensão acerca da sua necessidade e que, do ponto de vista formal e contratual, se criem condições para que seja feita», realça Paulo Cunha, à margem da inauguração da via ciclo pedonal, no sábado, onde também esteve presente o autarca da Póvoa de Varzim. «Normalmente a desculpa para não se fazerem as coisas é porque não há dinheiro. Neste caso, nem essa desculpa existe. A única coisa que é precisa é uma decisão que permita uma alteração contratual», completa o autarca Aires Pereira.

O novo nó da autoestrada seria custeado pela concessionária da via porque já percebeu que teria vantagens na sua construção uma vez que traz mais tráfego e sustentabilidade; para o utilizador não haveria custos acrescidos. As duas Câmaras Municipais é que teriam que suportar o arranjo das vias de acesso.

Paulo Cunha lembra os constrangimentos na EN 206 e os enormes benefícios que o nó traria para aquela região limítrofe entre Famalicão/Trofa/Póvoa de Varzim porque aqui existe um enorme complexo industrial, agrícola e até um templo religioso (Alexandrina de Balasar) «e com potencial de crescimento».

Sem uma resposta do Governo ou da Infraestruturas de Portugal, autarcas intensificam nas críticas. «Custa-me a perceber que a obra não avance», indigna-se o autarca de Famalicão.