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Modelo do Governo para a descentralização de competências na educação «é um erro»

Depois de uma reunião com a Federação Concelhia das Associações de Pais de Famalicão, o deputado Jorge Paulo Oliveira classifica o modelo de descentralização de competências na educação, aprovado pelo Governo através do Decreto Lei nº 21/2019, publicado no final de janeiro, como um «erro e um retrocesso».

Para esta avaliação, o deputado do PSD diz que o Governo ignorou a experiência que as autarquias têm através dos contratos inter-administrativos, «ignora a experiência acumulada e retrocede na equidade e na qualidade das respostas educativas».

Para Jorge Paulo Oliveira, o diploma é igualmente “opaco”, ao não definir «os financiamentos para um conjunto de tarefas» e fala na «governamentalização do Conselho Municipal da Educação ao impor na sua composição um representante da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional».

Os reparos do deputado famalicense não ficam por aqui. «O afastamento da comunidade educativa no processo de decisão a nível curricular e pedagógico, a não delegação de competências para a educação especial e a não possibilidade de contratação de técnicos especializados, como psicólogos e terapeutas, por parte do município», acrescenta.

Recorde-se que Famalicão integrou em 2015 o Programa Aproximar, uma experiência piloto de descentralização de competências na área da educação.

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