Ministério da Saúde determina que hospitais suspendam atividade não urgente

Por indicação do Ministério da Saúde, gerido por Marta Temido, os hospitais do SNS receberam esta terça-feira orientações para suspenderem, durante o mês de novembro, «a atividade assistencial não urgente que, pela natureza ou prioridade clínica, não implique risco de vida para os utentes, limitação do seu prognóstico e/ou limitação de acesso a tratamentos periódicos ou de vigilância».

Recorde-se que há hospitais do SNS que já acusaram estar no limite, foi o caso do Centro Hospitalar Tâmega e Sousa (que já tinha suspenso a atividade não urgente) e os hospitais de São João e Gaia também já estavam a limitar a atividade.

O diploma do Ministério determina que compete às Administrações Regionais de Saúde assegurar a coordenação da capacidade instalada nos hospitais; indica também que devem tomar as medidas adequadas à articulação entre as diferentes regiões e a coordenação de vagas em cuidados intensivos.

Não é a primeira vez que acontece, uma vez que nos primeiros meses da epidemia, toda a atividade não urgente do SNS esteve suspensa. Uma auditoria do Tribunal de Contas divulga que foram realizadas menos 58% das cirurgias programadas e as primeiras consultas hospitalares registaram um decréscimo de 40%.