Mensagem de Natal do Arcipreste de VN Famalicão: “Um escândalo!”

No Natal de 1914, em plena Primeira Guerra Mundial, a Europa era uma autêntica ferida aberta: nas trincheiras, aliados e alemães matavam-se aos milhares. No entanto, houve uma noite em que algo de extraordinário aconteceu: de um lado e do outro começaram por trocar palavras; depois, ofereceram-se cigarros e chocolate; e, em pouco tempo, o campo de batalha transformara-se – imagine-se – em campo de futebol. Mas o melhor desta história verídica foi a lição que nos deixou: ela demonstrou que há uma noite no ano que tem o poder de parar todas as guerras. Essa noite aconteceu no dia de Natal.

É inegável: nesta época, somos habitados por um desassossego que nenhuma outra quadra consegue dar-nos. Tudo corre para que nada falte ao dia de Natal. Desde muito cedo se fazem os preparativos para as festas. E, desde logo, tudo começa ganhar uma luz e um sabor que só se podem encontrar neste tempo. Nem o frio nem a chuva nos afastam ou demovem. Na verdade, há um singular acontecimento que nos move: o Natal, ou seja, o mistério do nascimento de Jesus. Esse acontecimento esperado – que se irá revelar tão inesperado – continua hoje a causar-nos o desassombro e desassossego. Afinal, o Natal não é um raio que nos cai sobre nós carregado de poder e estrondo, mas um Menino que nos vem parar ao colo.

O Natal é um autêntico escândalo: Deus nasce na humildade das faixas e não na grandeza, na manjedoura e não nas nuvens do céu, entre os braços de uma mãe e não sobre o trono da majestade. Ele vem a nosso favor e não contra nós, para salvar e não para julgar. É um Deus que se põe ao nível do último dos homens para poder acolher a todos.

Portanto, celebrar o Natal sem celebrar este mistério é estar à margem do que verdadeiramente nos faz viver de forma apaixonada. Para nós cristãos, a encarnação de Deus, em cada Natal, não é a repetição teatral de um relato bíblico. Pelo contrário, é a celebração da surpresa de um Amor que vem ao nosso encontro e nos dá a oportunidade para morar n’Ele. Não é só uma experiência bonita e bela de solidariedade. É o decisivo acontecimento de que Deus tem um projeto de vida para a humanidade.

O Natal não é uma caixa de ornamentos ou luzes para colocar a piscar em casa ou nas ruas. O Natal não é almoços ou jantares de colaboradores ou amigos. O Natal não é comércio de presentes para dar aos familiares e amigos. O Natal não é bacalhau, couves, batatas… nem é filhoses, rabanadas, aletria, mexidos…

Ora, se é real que o Natal não é nada disto, a verdade é que tudo isso existe porque há Natal. Ou seja, porque um Deus se fez menino, pequenino, nascido em Belém, entre os animais e os pastores… É o mistério da encarnação do Filho de Deus que potencia em nós a experiência recriadora da esperança sem enganos nem ilusões que Ele nos oferece.

Se o Natal deixar de ser o nascimento de Jesus, o que restará do Natal!? Ficará o vazio. Se o Natal se converter numa magia, então rir-se-á sem que saiba por quê; festejar-se-á sem que se saiba o quê, e seguir-se-á em frente sem que se saiba para onde.

Não havia lugar para eles na hospedaria – narra a leitura sobre a noite em que Maria estava para ser mãe. Que aflição: prestes a dar à luz e sem lugar onde pernoitar. De forma acutilante, depressa o relato do evangelho salta por cima das dificuldades e refere que o Menino nasceu, foi envolto em panos e deitado numa manjedoura. Portanto, alerta-nos que não está ao nosso alcance impedir que o Natal aconteça. Todavia, está nas minhas mãos que o Natal possa acontecer em minha casa, no meu coração.

Assim sendo, ainda que sejam retirados os sinais da fé das decorações públicas de Natal, ainda que não queiram figurar o nascimento de Jesus, mesmo assim, não vão conseguir retirar-nos a Sua presença.

Deixo a interpelação e o exercício de nos colocarmos diante do Presépio. O papa Francisco, na sua nova carta apostólica, sobre o significado e o valor do Presépio, chama-lhe o Admirável Sinal, que não cessa de suscitar maravilha e enlevo. Não nos lamentemos com falta de tempo, mas paremos um pouco. Detenhamo-nos diante deste sinal admirável: ao mesmo tempo que contemplamos a representação do Natal, somos convidados a colocar-nos espiritualmente a caminho, atraídos pela humildade d’Aquele que Se fez homem a fim de Se encontrar com todo o homem, e a descobrirmos que nos ama tanto, que Se uniu a nós para podermos, também nós, unir-nos a Ele.

Acompanhemos as crianças e os jovens nesta contemplação. Se Jesus está no centro da celebração do Natal, então nunca nos faltará a Esperança.

Santo e fecundo Natal e próspero ano novo de 2020.

P.e Francisco,
Arcipreste de Vila Nova de Famalicão

Famalicão: Homem detido por condução ilegal

A PSP deteve, esta segunda-feira, pelas 17H15, um homem, de 43 anos, que conduzia veículo automóvel sem carta de condução.

A detenção ocorreu na Rua da Estação, na cidade de Famalicão.

Luto: Faleceu o Professor famalicense Álvaro Vasconcelos

Faleceu, nesta segunda-feira, vítima de doença súbita, aos 83 anos, o Professor Álvaro Vasconcelos.

O docente, nos últimos anos, deu aulas da disciplina de história na Escola Secundária Camilo Castelo Branco. Foi professor e investigador com uma das carreiras mais longas em Vila Nova de Famalicão, tendo marcado várias gerações de famalicenses.

Não haverá cerimónia religiosa, no entanto, o corpo estará em câmara ardente esta quinta-feira das 9h às 14h na capela da antiga Matriz.

 

Famalicão celebra o Dia Mundial da Música

O Dia Mundial da Música é assinalado em Vila Nova de Famalicão, nos dias 1 e 2 de outubro, com três espetáculos, na Casa das Artes e no Teatro Narciso Ferreira (TNF).

As comemorações abrem no sábado, dia 1 de outubro, às 21h30, no grande auditório da Casa das Artes de Famalicão, com a miniópera Domitila, num ato, de João Guilherme Ripper (música e libreto), baseada nas cartas de D. Pedro I e da Marquesa de Santos.

Durante, cerca de uma hora, a soprano Sara Braga Simões, acompanha por Ricardo Alves (clarinete), Burak Ozkan (violoncelo) e Christina Margotto (piano), vai dar corpo à encenação concebida por Pedro Ribeiro. Produção Mestres Viajantes e coprodução Casa das Artes.

No mesmo dia 1 de outubro, às 21h30, no TNF, em Riba de Ave, é apresentado o Duo Arsis, um dueto de guitarras fundado em dezembro de 2016, composto por Nuno Jesus (Portalegre) e João Robim (Famalicão), que começou na Universidade de Évora. Do programa consta a interpretação de peças de T. Hamasyan, J. S. Bach, T. Quintas; C. Debussy, M. Castelnuovo-Tedesco e F. Chopin.

Entrada neste espetáculo é livre até à lotação da sala, com levantamento prévio de bilhete, na bilheteira do TNF, uma hora e meia antes do início do espetáculo.

No dia 2, domingo, às 11h30, as comemorações prosseguem na Casa das Artes com concertos para as Famílias 2022, no 5.º Ciclo de Concertos Promenade. O espetáculo incide sobre a temática: A Dança na Música Portuguesa, com a ARTEAM – Escola Profissional Artística do Alto Minho (Viana do Castelo).

Os Concertos para as Famílias 2022, adotam o formato dos Concertos Promenade, de maio a dezembro, aos domingos de manhã, em que a grande música, tocada pelas Orquestras das Escolas Profissionais, e explicada com interação multimédia, é usufruída por todas as idades num ambiente descontraído e de grande qualidade artística.

Famalicão: Dois feridos na N14 em Arnoso Sta Maria devido a colisão entre viaturas

Duas pessoas ficaram feridas e necessitaram de assistência hospitalar, na sequência de uma colisão entre duas viaturas na N14, em Arnoso Santa Maria.

O acidente deu-se por volta das 08h30 e para o socorro foram acionados os Bombeiros Voluntários Famalicenses.

As vítimas foram transportadas para o Hospital de Famalicão.

A GNR tomou conta da ocorrência.

Oliveira S.Mateus: Homens abordam a população e fogem com peças valiosas

A junta de freguesia de Oliveira São Mateus utilizou as redes sociais para lançar um alerta à comunidade relacionada com um esquema de furto de peças valiosas.

A autarquia relata que circulam pela freguesia, num Peugeot 306, dois homens a falar espanhol que abordam a população com o argumento de que estão a fotografar fios e anéis.

Segundo o mesmo testemunho, os homens quando conseguem a confiança da pessoa, apoderam-se das peças valiosas e colocam-se em fuga.

O caso relatado terá acontecido esta segunda-feira.

 

Inscrições para a Famalicão-Joane terminam esta terça-feira

No próximo domingo cumpre-se a 22.ª edição do Famalicão-Joane que este ano conta para os Campeonatos Nacionais de Estrada 2021-2022, com a atribuição dos respetivos títulos nacionais, pelo que a prova contará com os melhores atletas portugueses da atualidade.

As inscrições terminam esta terça-feira, 27 de setembro, em: fpacompeticoes.pt

Excecionalmente, a prova terá alterações: O percurso terá 10 Km, ao invés dos tradicionais 12 km, sendo que a prova principal partirá de Joane em direção a Vila Nova de Famalicão, fazendo o retorno em Requião para voltar à vila joanense onde estará instalada a meta, no Parque da Ribeira.

Esta jornada de atletismo contempla, ainda, o regresso da Caminhada Vermoim-Joane e do passeio de Bicicleta Bike Tour Famalicão Joane, iniciativas interrompidas devido à pandemia, e que mantêm o mesmo figurino das edições anteriores, embora com outros horários.

Esta organização da Associação Teatro Construção, com o apoio da Câmara Municipal da AA Braga e da Federação Portuguesa de Atletismo, tem o seguinte programa: 9 horas: Bike Tour Famalicão Joane (12Km), partida em Vila Nova de Famalicão, junto à rotunda da Paz; 10 horas: Vermoim – Joane (4Km), caminhada com partida em Vermoim, junto à igreja; 10H50: Famalicão – Joane/Campeonato Nacional de Estrada, 10 Km Femininos, com partida e chegada em Joane, no Parque da Ribeira; 11H15: Famalicão – Joane/Campeonato Nacional de Estrada, 10 Km Masculinos, com partida a chegada no mesmo local.

As inscrições, que terminam a 27 de setembro, estão abertas em: fpacompeticoes.pt