Mais duas fábricas disponíveis para produzir máscaras no Porto

“Temos mais duas empresas a querer produzir máscaras, a pedir referencias técnicas para muito rapidamente começar a produzir máscaras”, revelou o chefe do gabinete da Câmara do Porto, Nuno Santos, aos jornalistas.

Nuno Santos lembrou que em Portugal havia, até aqui, apenas uma fábrica a produzir máscaras deste tipo, tendo passado a duas, com a parceria da autarquia com um empresário de Campanhã que se disponibilizou para produzir aquele material de proteção individual.

A Câmara do Porto anunciou na terça-feira que, em colaboração com uma empresa local, ia iniciar “imediatamente” a produção de máscaras de proteção pessoal, do tipo cirúrgico, admitindo que, além dos funcionários municipais, as mesmas pudessem ser distribuídas a bombeiros, empresas de transporte e à rede social.

Em declarações aos jornalistas, o presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, avançava ainda que aquela unidade, com cerca de 20 funcionários, está já a produzir 1.000 unidades por dia.

“Tivemos hoje a informação que, caso seja possível adquirir uma máquina existente no Japão, é possível quadruplicar ou quintuplicar essa capacidade, portanto, estamos a fazer isso”, afirmou.

Numa nota publicada na terça-feira na sua página oficial, o município admitia que a produção destinada a alimentar as necessidades dos funcionários municipais pudesse vir a ser distribuídos a hospitais, bombeiros e à rede social, caso estes venham a escassear e a entrar em rotura.

“Desta forma, a Câmara do Porto evita pagar preços especulativos (que já se praticam no mercado em materiais importados) e espera poder ajudar a proteger também os muitos voluntários que em instituições de solidariedade ou bombeiros voluntários estão nesta altura a ficar expostos à doença. É também uma forma de manter uma unidade fabril da área do Porto em funcionamento e a economia a funcionar, substituindo importação por produção nacional”, salienta em comunicado.