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Luís Salgado Matos vem provocar debate à terra natal do Cardeal Cerejeira

O investigador Luís Salgado de Matos defende no seu novo livro “Cardeal Cerejeira – Um Patriarca de Lisboa no século XX português” que o cardeal Manuel Gonçalves Cerejeira era “completamente independente” de Oliveira Salazar e vai explicar os seus argumentos em Vila Nova de Famalicão, no próximo dia 12 de abril, pelas 21h00, no Arquivo Municipal Alberto Sampaio, na apresentação do livro no âmbito do ciclo de conferências “Conta-me a História”, que o município de Vila Nova de Famalicão tem vindo a promover à volta da sua História e das suas figuras mais proeminente.

Manuel Gonçalves Cerejeira nasceu em Vila Nova de Famalicão, na freguesia de Lousado. Foi Cardeal Patriarca de Lisboa durante mais de 40 anos (1929 -1972), tendo sido uma das mais destacadas figuras da Igreja Católica Portuguesa. Participou em três conclaves dos quais saíram eleitos o Cardeal Engenio Pacelli (Pio XII, 1939), o Cardeal Roncalli (João XXIII) e o Cardeal Montini (Paulo VI, 1963), bem como no Concílio Vaticano II (1962–1965). Mais nenhum Cardeal terá participado em tantos Conclaves.

A obra de Luís Salgado Matos tem prefácio de D. Manuel Clemente e foi lançada no Museu de São Roque (Lisboa) neste mês de março, com a chancela da Gradiva, e “pretende provocar debate”, como referiu o autor. É precisamente isso que vem fazer à terra natal do Cardeal Cerejeira numa sessão de entrada livre.

Luís Salgado de Matos nasceu em Lisboa (1946). É investigador principal com agregação do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa. É formado em Direito (1969) e doutor em Sociologia Política (2000) pela Universidade de Lisboa. Tem o Diplôme d’Études Approfondies em Análise Comparativa dos Sistemas Políticos pela Sorbonne (Universidade de Paris I, 1979). É autor de numerosa bibliografia sobre a Igreja, o Estado e as Forças Armadas.

A conferência conta com as presenças e intervenções do Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Paulo Cunha, e do Arcebispo Primaz de Braga, D. Jorge Ortiga.

A moderação está a cargo da investigadora em Direito da Universidade Católica do Porto, Inês Granja Costa.

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