Juntar Créditos? Eis as vantagens do Crédito Consolidado

Desde que a pandemia se instalou de armas e bagagens no nosso país, o endividamento das famílias portuguesas sobiu na ordem dos 6,3 milhões de euros por dia, segundo o Banco de Portugal.

No total, as dividas das famílias experienciaram um crescimento de 2,3 mil milhões que contribui para um valor total de 141,3 mil milhões de euros, o nível mais alto dos últimos quatro anos.

Apesar da entidade reguladora frisar que as moratórias de crédito terão contribuído decisivamente para este cenário, uma vez que impediram a amortização da dívida durante vários meses, a verdade é que este instrumento de proteção das finanças familiares está no fim e é provável que muitos agregados entrem em risco de incumprimento das suas obrigações para com bancos e instituições financeiras de crédito.

A situação é complicada, mas não impossível de resolver e é aqui que entra a consolidação de créditos.

O que é a Consolidação de Créditos e quais as suas vantagens?

Na prática, consolidar ou juntar créditos, é uma ferramenta financeira que consiste em fazer um crédito para liquidar dois ou mais créditos que já tenha em curso.

Quando decide enveredar pelo caminho da consolidação de créditos o cidadão estará, fundamentalmente, a financiar-se numa instituição financeira que irá liquidar por si os créditos que tem junto de outras instituições e em alguns casos até poderá obter um financiamento extra para um novo projeto.

Para além da liquidação dos créditos contraídos anteriormente e da possibilidade de obter financiamento extra, o crédito consolidado vai garantir-lhe uma taxa fixa, um prazo fixo, uma única prestação mensal e taxas de juro atrativas (de um modo geral, as taxas de juro deste tipo de crédito são mais baixas que as de crédito ao consumo).

Contudo, para usufruir das vantagens desta solução financeira, os consumidores têm, de acordo com o Banco de Portugal, de cumprir algumas condições, tais como:

  1. Não pode ter prestações de crédito em atraso. O ideal é regularizar primeiro as suas dívidas antes de falar com o banco sobre consolidação de créditos;
  2. A idade máxima para solicitar consolidação de créditos é de 75 anos;
  3. Para negociar a consolidação de créditos é necessário ter um fiador ou dar uma garantia ao banco;
  4. Caso esteja desempregado, numa situação de emprego precário ou se for considerado um cliente de risco (com uma taxa de esforço elevada, por exemplo), é provável que o banco recuse o seu pedido.

Exemplo prático

Vamos ao encontro da família Ferreira e das suas dificuldades em pagar a tempo e horas as prestações dos seus três créditos. Apesar das moratórias lhe ter dado alguma folga financeira, a verdade é que a 30 de junho ela terminará (créditos pessoais).

Para se perceber o impacto que as prestações estão a ter na saúde financeira da família Pereira, é necessário recorrer ao cálculo da Taxa de Esforço. Esta taxa não é nada mais do que a percentagem do rendimento total do agregado familiar destinada ao pagamento das prestações de crédito até então contraídos.

Por exemplo, o rendimento líquido total do agregado familiar dos Ferreira é de 3100 euros, mas já somam 60 mil euros em dívida decorrente de créditos contraídos com prestações mensais no valor total de 2000 euros.

Calculada a taxa de esforço (Encargos financeiros / Rendimento Líquido Total do Agregado) x 100), chegamos a uma percentagem de 64,5%, um valor que ultrapassa os 50% que servem de referência ao Banco de Portugal.

Face a esta situação de eminente incumprimento, a família Ferreira decide optar por fazer um crédito consolidado.

De entre as várias soluções presentes no mercado, os Ferreira decidem confiar a redução das suas prestações mensais e a entrada em território financeiro saudável ao crédito consolidado Unibanco.

Esta solução Unibanco oferece aos clientes a possibilidade de, antes de contratarem o serviço, realizarem uma simulação de crédito consolidado para valores entre 5 e 75 mil euros em função de prazos de pagamento que vão dos 24 aos 84 meses.

Com esta possibilidade em cima da mesa, os Ferreira decidem efetuar uma simulação de crédito consolidado para 65 mil euros a serem pagos ao longo de 78 meses.

Feita a simulação, os Ferreira obtiveram uma prestação mensal de 1188,54 euros. Isto significa que, além de ficarem com uma prestação mensal fixa mais baixa, a sua taxa de esforço desceu para uns saudáveis (segundo as regras do Banco de Portugal) 38,34%.

Para além dos créditos anteriores serem saldados na totalidade, das prestações mais suaves com prazos fixos, esta família vai poder ainda usufruir de uma almofada financeira de 5 mil euros que poderá utilizar para aforrar ou para um qualquer investimento.

 

A simulação apresentada diz respeito a um financiamento de €65.000 a pagar em 78 mensalidades de €1188,54. TAN 11,100% e TAEG 13,2%. MTIC €84.728,03.