Jorge Moreira da Silva pede congresso extraordinário do PSD

O famalicense Jorge Moreira da Silva, antigo ministro do Ambiente de Pedro Passos Coelho, pede que se realize um congresso extraordinário no PSD ainda antes das eleições autárquicas e legislativas com o objetivo de discutir a identidade da atual direção do partido e se «reveja a política de coligações e entendimentos». Em causa o acordo com o “Chega” nos Açores, que considera uma «traição» aos «valores e princípios» do PSD.

Jorge Moreira da Silva assina hoje um artigo de opinião no jornal Público onde critica a opção do PSD de fazer acordo com o Chega para a solução governativa nos Açores.

Segundo Moreira da Silva, «não se fazem acordos com partidos xenófobos, racistas, extremistas e populistas». Acrescenta que «mesmo que o conteúdo do acordo não ultrapasse as nossas linhas vermelhas ideológicas conceptuais, não existe democracia ou princípios a la carte”».

O famalicense diz que se mantém fiel às posições que já teve no passado. «Quem ganha governa. Fui contra a solução nacional ‘geringóncica’, em 2015, e sou contra a solução regional de 2020», justifica, considerando que a geringonça, «sendo constitucionalmente legítima, foi politicamente imoral, defraudando as expectativas dos eleitores».