A Associação de Futebol de Braga está «profundamente» preocupada com o aumento de episódios de violência registado, nos últimos dias, no futebol distrital. Os casos sucedem-se, envolvendo vários agentes desportivos e adeptos, «alguns deles com consequências de assinalável gravidade». Perante esta realidade, a Comissão Distrital de Avaliação do Risco, Prevenção e Segurança nos Jogos da AF Braga, criada em dezembro passado, reuniu esta semana, pela primeira vez, encontro que teve a participação dos Comandos Distritais da GNR e da PSP, bem como dos Conselhos de Arbitragem e de Disciplina da AF Braga.
De futuro cabe a esta comissão identificar antecipadamente os jogos com maior risco potencial, classificá-los em função de critérios objetivos e, em articulação com as forças de segurança, determinar a adoção de medidas de prevenção reforçada, incluindo policiamento obrigatório, embora sujeito à disponibilidade de efetivos.
A partir do dia 15 de fevereiro, todas as jornadas dos campeonatos distritais passarão a integrar a caracterização prévia do respetivo grau de risco, bem como as medidas de prevenção e segurança a adotar, em articulação com clubes, forças de segurança pública e demais órgãos sociais e estruturas da AF Braga.
A Associação de Futebol de Braga «deixa claro que não hesitará em agravar medidas preventivas, disciplinares e sancionatórias», incluindo jogos à porta fechada, se os casos de violência continuarem, colocando em causa a segurança, o bem-estar e a integridade física das pessoas, «bem como o bom nome das nossas competições e o prestígio do futebol distrital. Seremos firmes e absolutamente implacáveis com a violência», avisa a direção da AFB que quer no futebol distrital, respeito, tolerância, educação e fair play. «Não aceitaremos e não toleraremos que seja transformado num palco de violência, agressão, medo e desumanização», lê-se no comunicado.