INE dá conta de uma queda de 7,6% na economia portuguesa no ano de 2020

Segundo a estimativa do Instituto Nacional de Estatística (INE), divulgada esta terça-feira, a pandemia provocou uma queda de 7,6% na economia portuguesa em 2020 face ao ano anterior.

A última previsão do Governo feita em outubro apontava para uma contração anual de 8,5%, mas o ministro das Finanças, João Leão, já tinha admitido que o desempenho do PIB tinha sido melhor. Para este resultado contribuiu o desempenho mais forte do quarto trimestre face ao antecipado, continuando a recuperação económica.

Tanto a procura interna, por causa da queda do consumo privado, como a procura externa líquida, devido à quebra das exportações de turismo, deram um contributo negativo para o PIB de 2020, em comparação com o de 2019.

Famalicão: Lay-off da Coindu é para 493 trabalhadores, por seis meses e implementado de forma gradual

A Coindu, indústria de componentes têxteis para o setor automóvel, vai implementar um ‘lay-off’ a 493 trabalhadores de diferentes áreas da empresa. É para vigorar por seis meses, entre maio e novembro deste ano, e será implementado «de forma gradual e limitada, abrangendo trabalhadores sem ocupação efetiva ou afetados pelo setor em que trabalham».

A empresa de Joane, que emprega 752 pessoas, justifica a decisão com os desafios que tem enfrentado «devido à conjuntura global e à redução de encomendas do setor automóvel».

Em comunicado, a Coindu afirma que «mantém o compromisso de minimizar o impacto sobre os colaboradores» e diz acreditar na retoma da atividade em 2027, tendo em conta os projetos já assegurados. A empresa acrescenta que este ajustamento é necessário, tendo em conta a conjuntura, para garantir a sua sustentabilidade financeira e continuidade futura.

A empresa refere que a conjugação dos recentes eventos relacionados com as tarifas de importação nos principais mercados mundiais, como Estados Unidos e China, juntamente com os conflitos na Ucrânia e no Médio Oriente, «tem causado um impacto negativo na confiança do mercado». Acrescenta que este cenário tem-se repercutido na indústria automóvel, «afetando a atividade e a faturação da Coindu».

Por isso, «para responder ao excesso temporário de pessoal e à pressão financeira», a empresa vai implementar um ‘lay-off’.

A Coindu diz que a medida foi decidida e comunicada aos trabalhadores esta semana e que está «inserida no contexto do diálogo aberto e transparente que a administração vem mantendo com a organização, colaboradores e demais ‘stakeholders’ [partes envolvidas] ao longo de todo o processo de reestruturação.

Recorde-se que a descida das encomendas no setor já tinha levado a empresa a avançar com dois despedimentos coletivos no ano passado.

Famalicão: Lojas colocam artigos na rua

O comércio da Rua Júlio de Araújo, que liga a Avenida 25 de Abril à Praça 9 de Abril, vai sair à rua no dia 16 de maio, sábado. Assim, entre as 10 e as 18 horas, os estabelecimentos vão estender a sua atividade para o exterior, promovendo campanhas especiais, desfiles de moda, styling ao vivo, degustação e demonstração de produtos, entre outras iniciativas de animação dirigidas a públicos de todas as idades.

Nesta artéria é possível encontrar diversos tipos de comércio, desde perfumaria, moda, ótica, viagens, mercearia e outros serviços.

A iniciativa, promovida pela ACIF e Câmara Municipal, tem por objetivo animar o espaço público e aproximar a comunidade das lojas e serviços existentes naquela zona da cidade.

O trânsito e estacionamento estarão encerrados entre as 19 horas do dia 15 de maio e as 19 horas do dia 16 de maio.

Famalicão: TMG vai instalar mais de 4 500 painéis solares

A TMG Automotive vai apostar no autoconsumo energético das duas fábricas localizadas em Famalicão e Guimarães com a instalação de 4 500 painéis fotovoltaicos nas coberturas e parques de estacionamento que vão resultar numa capacidade instalada de 2,7MWp.

A produção anual estimada vai rondar os 3,7 GWh de energia limpa, evitando a emissão de cerca de 340 toneladas de dióxido de carbono por ano.

A unidade de Vale S. Cosme, em Famalicão, vai ter 2 433 módulos solares com uma potência de 1,44 MWp, já a unidade de Ponte, em Guimarães, terá 2 127 painéis que correspondem a uma potência de 1,28 MWp.

Manuel Gonçalves, Administrador da TMG Automotive, refere que “este projeto representa mais um passo no nosso compromisso com a sustentabilidade, a eficiência e a segurança operacional. A produção de energia renovável nas nossas instalações permite reforçar a autonomia energética e responder a uma exigência crescente do mercado por soluções industriais mais sustentáveis”.

Os dois projetos vão integrar soluções avançadas de segurança com optimizadores de energia que permitem o corte automático da corrente à saída de cada módulo fotovoltaico em caso de emergência.

Famalicão: COINDU coloca cerca de 500 trabalhadores em lay-off

A COINDU, com unidade de produção em Joane, Famalicão, vai avançar com um processo de lay-off que deverá abranger 493 trabalhadores. A decisão foi comunicada aos colaboradores esta segunda-feira, 11 de maio.

A medida surge depois de, no último ano, a empresa ter avançado com dois despedimentos coletivos, numa altura em que o setor automóvel europeu atravessa várias dificuldades.

Segundo informações internas, a decisão estará relacionada com a crise automóvel na Europa, marcada por uma conjugação de fatores económicos, ambientais, regulatórios, tecnológicos e geopolíticos.

O processo de lay-off será faseado por entre todos os trabalhadores selecionados.

Recorde-se que, em 2024, a COINDU encerrou a unidade de produção de Arcos de Valdevez, uma decisão que afetou cerca de 350 trabalhadores.

Adiada decisão sobre grupo que agrediu equipa do hospital de Famalicão

Foi adiada para 28 de maio a leitura do acórdão do processo relacionado com a invasão das urgências do Hospital de Famalicão e agressões a dois enfermeiros e um segurança, ocorridas em fevereiro de 2022.

A decisão foi tomada pelo Tribunal de Guimarães, depois de terem sido comunicadas alterações não substanciais dos factos aos advogados dos 12 arguidos.

Os acusados, nove homens e três mulheres da mesma família, respondem por crimes de ofensa à integridade física qualificada, ameaça, coação agravada, dano com violência e introdução em lugar vedado ao público. Um dos arguidos está ainda acusado de furto.

De acordo com o Ministério Público, o grupo terá entrado à força na zona reservada das urgências para exigir assistência imediata a uma familiar acidentada, sem respeitar os procedimentos de registo e triagem.

Durante os desacatos, os profissionais de saúde e um segurança terão sido agredidos com murros, pontapés e barras metálicas retiradas das macas.

Depois das agressões, os arguidos abandonaram o hospital com a familiar, sem que esta tivesse recebido cuidados médicos. Um dos suspeitos terá ainda levado o telemóvel de um dos enfermeiros.

“Isto é falta de respeito” Junta de Esmeriz reage ao lixo nas ruas

A Junta de Freguesia de Esmeriz manifestou indignação perante os sucessivos casos de deposição irregular de lixo na freguesia, poucos dias depois de ter promovido uma campanha de sensibilização ambiental junto da população.

Numa publicação nas redes sociais, a autarquia denuncia o abandono de resíduos fora dos locais apropriados, incluindo monstros domésticos junto aos ecopontos e lixo espalhado no chão, referindo ainda que até os próprios folhetos distribuídos na campanha foram encontrados no meio dos resíduos.

A Junta considera que o problema “não é falta de informação, mas sim falta de respeito” pela freguesia, pelos habitantes e pelos trabalhadores responsáveis pela limpeza urbana.

Perante a situação, a autarquia garante que irá reforçar a fiscalização e pede à população que denuncie comportamentos incorretos. “Quem não sabe viver em comunidade, vai ter de responder por isso”, pode ler-se na nota publicada.