Indústria têxtil vai produzir milhões de máscaras sociais

As empresas têxteis vão arrancar com a produção de máscaras sociais de proteção contra a Covid-19, ainda esta semana. O modelo já foi homologado pelo Citeve – Centro Tecnológico das Indústrias Têxtil e do Vestuário.

O propósito é que nas próximas semanas as máscaras estejam disponíveis em larga escala para a população, dado que a sua utilização em locais fechados é agora sugerida pela Direção-Geral da Saúde (DGS).

A DGS, o Infarmed, a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica, o Instituto Português da Qualidade, o Citeve e vários peritos já concluíram a definição das especificações técnicas das máscaras não cirúrgicas, comunitárias ou de uso diário e os mecanismo de certificação para a fabricação de máscaras do tipo 2 e 3.

As máscaras de nível 2 destinam-se à utilização por profissionais que, não sendo da saúde, estão expostos ao contacto com um elevado número de indivíduos; de nível 3, máscaras destinadas à promoção da proteção de grupo (utilização por indivíduos no contexto da sua atividade profissional, utilização por indivíduos que contactam com outros indivíduos portadores de qualquer tipo de máscara e utilização nas saídas autorizadas em contexto de confinamento, nomeadamente em espaços interiores com múltiplas pessoas).

Recorde-se que após ter descartado, durante várias semanas, o alargamento do uso da máscara além de profissionais de saúde e infetados, a DGS passou a admitir, esta semana, de forma cautelosa que todos a possam usar, particularmente quando em espaços fechados.

A indústria têxtil e do vestuário portuguesa está, assim, capacitada para suprir as necessidades nacionais de máscaras dos tipos 2 e 3, contribuindo, assim, para o combate ao COVID-19. Ao mesmo tempo, a fabricação deste tipo de máscaras são uma oportunidade para a ITV nacional, já que existe uma procura enorme deste tipo de artigo, designadamente vinda do mercado europeu.