O Movimento Humanamente condena a aprovação de um Projeto de Lei que estabelece novas regras para a utilização de bandeiras em edifícios públicos. A proposta, aprovada por PSD, CDS-PP e Chega, é considerada pelo movimento uma restrição à liberdade de expressão e à promoção da inclusão.
A organização, liderada pelo famalicense Diogo Barros, entende que a medida integra uma estratégia de disputa cultural por parte da direita, que afasta a atenção das principais dificuldades do país, como a crise da habitação e a perda de poder de compra das famílias.
A lei passa a proibir a exibição de bandeiras de natureza ideológica, partidária ou associativa em edifícios públicos. Para o Movimento Humanamente, esta decisão representa um retrocesso, ao limitar a visibilidade de símbolos ligados a direitos humanos, como a bandeira LGBTQIA+, em datas internacionais de referência.
O movimento também aponta incoerências nos partidos proponentes, lembrando situações anteriores em que símbolos partidários surgiram em instituições públicas. A organização defende que o debate político deve focar-se em soluções para os problemas sociais e económicos do país e apela à defesa dos valores de liberdade, igualdade e inclusão.