Famalicão: SPZN recolhe reivindicações dos professores para entregar ao Ministério da Educação «que é um mau patrão»

O SPZN – Sindicato dos Professores da Zona Norte distribuiu pelas escolas um livro, com o título “Eu Reivindico” com o objetivo de auscultar os professores e recolher as suas reivindicações.

A recolha do livro em Famalicão aconteceu na tarde desta sexta-feira, dia 18 de junho, no Centro Escolar de Antas. No ato simbólico esteve a presidente do SPZN, Lucinda Dâmaso; o vice-presidente, Pedro Barreiros; e o dirigente famalicense do SPZN, Artur Silva.

Os dirigentes do SPZN contam que os professores aderiram muito bem a esta iniciativa, «por sentirem que o Ministério da Educação não resolve os problemas», acusa Lucinda Dâmaso.

Este caderno reivindicativo, em formato livro, será entregue pelo SPZN ao Ministério da Educação. Têm sido várias as formas de luta do sindicato e a presidente diz que «temos de continuar a ser persistentes e resilientes», porque o «Estado tem-se comportado como um mau patrão».

A dirigente sindical fala em problemas antigos, agravados com a «exaustão» a que os professores foram sujeitos em tempo de pandemia. Lucinda Dâmaso e Artur Silva lembram o tempo de serviço que está por contar; a falta de «um concurso injusto»; a forma como decorre a avaliação de desempenho e as quotas nos escalões. «É tão complexo e prejudica tanto os professores, basta ver que temos um conjunto de professores que chegará apenas a meio da carreira».

O dirigente local do SPZN sublinha também a «gravidade» do envelhecimento da classe docente, mesmo entre os professores contratados. «A agravar, temos uma sobrecarga de trabalho bastante acentuada», realça Artur Silva. A somar ao conteúdo letivo, o dirigente sindical lembra os vários projetos em que estão envolvidos com os alunos.