Famalicão: Greve dos trabalhadores que prestam serviço na Continental com adesão de 90 por cento

Os trabalhadores da empresa Schnellecke Logistics Lda, a prestar serviço na Continental Mabor, continuam em greve até domingo. A greve conta com «cerca de 90% de trabalhadores efetivos», afirmou o coordenador da Regional Norte do SINDEQ -Sindicato das Indústrias e Afins, Vítor Sampaio.

A empresa «deve estar com problemas gravíssimos de expedição de pneus, pois temos a perceção que há menos camiões a circular para fora do país», apontou o dirigente sindical que é também Coordenador da Comissão dos Trabalhadores da Continental Mabor, em entrevista à Cidade Hoje.

Segundo o coordenado, com a pandemia, as empresas encontraram «uma forma de reduzirem custos e começaram a atacar os trabalhadores precários, que tinham um contrato a termo». Os trabalhadores «estavam quase a passar para os quadros da empresa e esta despediu-os», acrescentou. Iniciadas as negociações salariais, «houve muitos princípios acordados que foram caindo e muitos trabalhadores ficaram revoltados e solicitaram prévias de greve», explicou.

Os aderentes a esta forma de luta reivindicam «todos aqueles princípios de base que foram deixados cair pela Rangel», esclareceu Vítor Sampaio. Por inerência, solicitam um aumento salarial, de modo a «diminuir o fosso entre categorias profissionais», apontou. Pretendem um aumento de 50 euros para manobradores de máquinas e categorias superiores e 70 euros para os conferentes de mercadorias. Além disso, solicitam a valorização dos trabalhadores das equipas de fins de semana e a efetivação do vínculo laboral de todos aqueles contratados a termo.

Se esta forma de luta não der resultados, os trabalhadores podem avançar para «um período de greve por tempo indeterminado», declarou o representante. Vítor Sampaio reitera, contudo, que «o SINDEQ é um sindicato que aposta no diálogo e na construção de valores».