Famalicão está em crescimento disciplinado de edifícios multifamiliares

Na avaliação do arquiteto Hugo Correia, o concelho de Vila Nova de Famalicão está servido de arquitetos «com qualidade» que executam projetos «que trazem mais-valia à cidade». Isto tanto no que diz respeito a obras de carácter privado como às chamadas obras públicas, da responsabilidade da autarquia por via dos seus gabinetes técnicos e de planeamento.

Os desafios colocados aos arquitetos são constantes e cada vez mais exigentes, o que obriga à data de hoje, à utilização de tecnologia avançada para a execução dos trabalhos e mais meios para a sua promoção junto dos potenciais clientes. Exemplo disso, são as imagens e vídeos em 3D associados ao design gráfico.

Há também alterações de comportamento de parte a parte. A presença em obra é uma constante já que os arquitetos são chamados a acompanhar todo o processo de crescimento de uma obra o que obriga a uma série de ajustes e adaptações a fazer, com envolvimento de muitas áreas profissionais. Um exemplo é a utilização da tecnologia BIM, permite agilizar e organizar todas as partes da obra criando rigor.

Hugo Correia assume que a utilização do software nas grandes obras já começa a ser uma constante e acredita que, no futuro, se vai expandir para as pequenas obras. Reconhece que nem todas as empresas de construção civil conseguem acompanhar esta evolução tecnológica mas a exigência de sintonia entre profissionais é uma obrigação.

Hugo Correia é autor de alguns edifícios emblemáticos em Famalicão, de que é exemplo a nova Igreja de Antas. Em termos de edifícios multifamiliares, é autor dos projetos de arquitetura do Sevenarts (ao lado do Auchan). Edifícios de qualidade, inspirados nas sete artes, que trazem um novo conceito de vivência na cidade. «É um exemplo que retrata a evolução da construção multifamiliar em Famalicão. Desde logo, porque são sete edifícios, depois pela integração no meio envolvente», realça, «onde se enquadrará o Hotel Meliã».

Relembra que a posição geográfica da cidade tem um peso substancial na procura, bem como a indústria que se encontra em constante desenvolvimento. «Todos estes argumentos induzem a uma aceleração do setor da construção habitacional em Famalicão que se expande em todos os sentidos do seu perímetro». O arquiteto refere como exemplos o Edifício Visconde e o 392 mais periféricos de sua autoria, mas sublinha que o centro da cidade também não está esquecido.

Acrescenta que a modernidade de conceito pode ser mesclada com o centro histórico tal como induz o Edifício The Flag desenhado por si a escaços metros da Câmara Municipal.