Famalicão: Empreendedor cria acabamento têxtil contra vírus e bactérias

Luís Cristino respondeu à crise com inovação e criou um acabamento têxtil antiviral que impede a transmissão da covid-19, graças à mais avançada tecnologia química aplicada no acabamento de malhas e tecidos e TNT (tecido não tecido).

A empresa de Luís Cristino chama-se Hindu – Techinal Textiles e foi reconhecida com o Selo Famalicão Visão 25. Na passada segunda-feira, recebeu a visita do presidente da Câmara, no âmbito do Roteiro pela Inovação.

O criador do projeto explicou que o tecido é auto-higienizante e foi desenvolvido em conjunto com vários parceiros internacionais líderes em inovação tecnológica na área têxtil. Segundo Luís Cristino, o objetivo passa por «minimizar os riscos de transmissão a partir de têxteis», uma vez que o tecido elimina bactérias e vírus através de um acabamento «capaz de inibir até 99,9% de vírus e bactérias, incluindo o novo coronavírus».

Devido a estas caraterísticas, este acabamento inovador poderá ser utilizado em máscaras, luvas de proteção, batas e todo o tipo de vestuário.

O acabamento, denominado Protect By Hindu, «apresenta ainda uma eficácia comprovada após várias lavagens e, nesse sentido, é intuito da empresa introduzi-lo em todos os mercados e setores de atividade, como saúde, mobiliário, transportes, turismo e lazer, moda e beleza, entre outros.

Depois de conhecer o projeto, o presidente da Câmara Municipal de Famalicão considerou «um belíssimo exemplo da capacidade visionária dos nossos empresários que mostram através de exemplos como este da Hindu que baixar os braços não é solução». Tomando este exemplo, Paulo Cunha considera que o futuro empresarial de Famalicão está em boas mãos.

A empresa de Famalicão garante que os artigos têxteis passaram por extensos testes de laboratório, sendo a sua eficácia testada e certificada de acordo com as normas ISO 20743, ISO 18184 e AATCC100. O seu efeito antiviral rápido foi demonstrado entre dois a cinco minutos, proporcionando uma superfície auto-higienizada. Os testes foram realizados pela Microbe Investigations AG e pelo Bureau Veritas, e esperam-se novas parcerias com laboratórios nacionais no futuro. As malhas e tecidos tratados com estes novos acabamentos ajudam a reduzir o risco de persistência viral e bacteriano em superfícies secas inanimadas, diminuindo o potencial de transmissão. Os artigos foram ainda testados dermatologicamente tendo obtido a classificação de não irritante, provando o seu conforto e suavidade em contacto com a pele.