Famalicão: Câmara e treze entidades unidas na criação do Centro Tecnológico da Metalurgia e Metalomecânica

Face à importância do setor metalúrgico e metalomecânico em Famalicão e ao seu crescimento nos últimos anos, foi aprovado um memorando de cooperação entre o município e treze entidades locais e regionais, desde escolas a associações do setor, válido por dois anos, para apoiar esse crescimento e, se possível, incrementar o seu peso na economia famalicense.

A assinatura do documento aconteceu ao final da tarde desta quinta-feira, no CIIES – Centro de Inovação, Investigação e Ensino Superior, de Vale S. Cosme, onde já estão instalados núcleos de ensino/investigação do IPCA e da Universidade do Minho.

O plano de ação para o setor metalúrgico e metalomecânico de Famalicão tem vários objetivos em perspetiva, começando pelo mapeamento das empresas e estruturas e formação existentes, identificação dos desafios e constrangimentos e reconhecimento de boas práticas.

Depois deste diagnóstico, propõem-se reforçar a capacidade formativa, de investigação e inovação, sabendo que este é um setor necessitado de mão de obra especializado.

Para acelerar esta parte do memorando, a Câmara Municipal de Famalicão e o CEMFIM – Centro de Formação da Indústria Metalúrgica e Metalomecânica assinaram um protocolo que permitirá ministrar cursos de formação em Vale S. Cosme.

Neste memorando está, ainda, previsto o empenho no reforço dos apoios logísticos e financeiros, para dotar o território de estruturas físicas adequadas ao crescimento das empresas. Paralelamente, pretendem reforçar os incentivos à investigação, inovação e internacionalização das empresas. Tudo isto, sem descurar o desenvolvimento sustentável do setor e o respeito pelo ambiente.

Sobre este memorando de entendimento, o presidente da Câmara Municipal de Famalicão frisou que se trata da antecâmara para um centro tecnológico do setor da tecnologia e metalomecânica. «Vamos fazê-lo não por ambição da Câmara Municipal mas porque esta percebeu que existe um conjunto de forças que já estão no terreno e a ser bem-sucedidas mas que têm um enorme potencial de crescimento».

A Associação dos Industriais Metalúrgicos, Metalomecânicos e Afins de Portugal (AIMMAP), representada neste memorando pelo vice-presidente Rafael Campos Pereira, assinalou que este setor representa já um terço das exportações da indústria transformadora nacional.

Embora em Famalicão o peso da metalomecânica não seja tão significativo como na média nacional, o crescimento tem sido também exponencial «e há uma grande margem de crescimento», sublinha Rafael Pereira.

Em Vila Nova de Famalicão, a tendência de crescimento reflete-se por exemplo no número de empresas que passou de 274 em 2012 para 293 em 2018; no número de empregos que passou de 1442 para 3298 ou ainda no volume de negócios que subiu de 215 milhões de euros para 283 milhões de euros, no mesmo período.