Famalicão: AML candidata-se ao Programa Pares para criar apartamentos T0

A AML – Associação de Moradores das Lameiras aprovou, no dia 17, por unanimidade, o relatório de atividades e as contas do exercício do ano de 2020, no valor de um milhão, setecentos e oitenta e seis mil euros.
O presidente da direção, Jorge Faria, confessou ter passado por uma das piores experiências enquanto dirigente devido à pandemia. Apesar do Centro Social não ter tido nenhum surto, admite que «foram tempos difíceis de gerir» e considera que as críticas apontadas ao setor social, em específico às IPSS, não foram justas.
Não é o que se passa no interior da instituição, uma vez que o trabalho desenvolvido pela direção, nos últimos quatro anos, foi reconhecido com um voto de louvor.
Jorge Faria recordou que esta situação pandémica inesperada obrigou toda a instituição a reajustar-se e adaptar-se, mas manteve todos os seus serviços em funcionamento à exceção do centro de dia, tendo passado a centro de dia domiciliado.
Na impossibilidade das crianças estarem fisicamente presentes, em vários períodos do ano, a AML foi a casa delas e adaptou, criou e organizou atividades de modo a concretizar o plano de ação e assegurar o bem-estar de todos.
O dirigente destacou ainda a candidatura ao PARES para a criação de apartamentos T0 para idosos no edifício das Lameiras, e salientou o trabalho realizado pelo setor de ação social que apoiou diariamente dezenas de famílias nas freguesias de Antas e de Calendário, e a nível nacional no âmbito da Casa de Abrigo. Segundo o responsável da AML, o setor de apoio a idosos cumpriu também uma «caminhada estoica» junto dos residentes da resposta de ERPI, de SAD e do centro de dia domiciliado, não tendo havido nenhum surto de Covid- 19 junto desta população.
A finalizar, Jorge Faria salientou que «o futuro ainda é imprevisível e certamente muito complexo para as instituições como a AML. Por isso, haverá, certamente, desafios que terão de ser enfrentados com a coragem, a resiliência e a sintonia, entre todos»