«Faltam máscaras e batas»

CIDADE HOJE auscultou as corporações de bombeiros do concelho sobre o trabalho de socorro nas circunstâncias atuais. Os bombeiros de Riba de Ave e Famalicenses conseguiram responder em tempo útil para publicação na edição online do jornal CIDADE HOJE

O comandante Bruno Alves, dos BV Famalicenses, fala em dificuldades para adquirir equipamento de proteção individual e no contacto institucional com as diversas entidades «a fim de se obter informação no que diz respeito ao resultado dos testes realizados aos utentes que são transportados pelos bombeiros».

CIDADE HOJE (CH) – Como estão os bombeiros preparados para lidar com o COVID-19?

Bruno Alves (BA) – Desde que foram adotadas as medidas excecionais para a contenção do COVID19, o Corpo de Bombeiros está a seguir as orientações emanadas pela DGS/ INEM / ANEPC.

Diariamente vamos adquirindo informação junto das entidades competentes para reajustar os procedimentos de atuação, visto que a informação está constantemente a ser atualizada e a serem adotados novos procedimentos.

CH – Que medidas foram adotadas para os bombeiros lidarem com a população?

BA – A atuação dos bombeiros nas diversas ocorrências vai de acordo com as orientações gerais, nomeadamente o evitar o contacto pessoal com o utente, reforço da higienização das mãos, utilização obrigatória de luvas, utilização de máscara sempre que o utente apresente sinais e sintomas indicados pela norma da DGS; desinfeção e higienização constante das ambulâncias.

Diariamente são emitidos comunicados internos consoante as orientações emanadas, a fim dos operacionais estarem devidamente sensibilizados para os cuidados na atuação.

Falta de equipamentos de proteção individual, nomeadamente, máscaras e batas. Atualmente não está a ser possível a aquisição deste tipo de equipamentos.

CH – Quais as maiores dificuldades?

BA – Falta de equipamentos de proteção individual, nomeadamente, máscaras e batas. Atualmente não está a ser possível a aquisição deste tipo de equipamentos.

Está a ser sentida uma dificuldade de contacto institucional entre as diversas entidades, a fim de se obter informação no que diz respeito ao resultado dos testes realizados aos utentes que são transportados pelos bombeiros, para serem adotadas medidas preventivas para com a tripulação, bem como informação dos utentes que estão a ser monitorizados à distância, dentro da área de atuação do corpo de bombeiros.

Na gestão de recursos humanos, nomeadamente os bombeiros voluntários, uma vez que face às suas atividades profissional pode-lhes ser recomendado por parte das autoridades determinadas medidas, mais precisamente o isolamento social ou outro tipo de medida; no entanto, essa informação não é transmitida ao Comando do Corpo de Bombeiros.

Por fim, outra dificuldade que está a ser verificada é pelos bombeiros profissionais que estão em isolamento por precaução, segundo orientações da DGS, na obtenção de documento comprovativo a fim de ser remetido pela entidade patronal para a segurança social.