O Movimento Humanamente convoca a sociedade civil para a Marcha do Orgulho LGBTQIAP+ que está marcada para o dia 27 de junho, às 15 horas, com concentração na Praça Dona Maria II, percorrendo várias ruas até à Câmara Municipal.
O mote deste ano é: “Visíveis em Luta, para afirmar que «o orgulho não cabe num armário nem se silencia perante a injustiça».
Diogo Barros, porta-voz do movimento, diz que «não estamos apenas a marchar por nós, estamos a marchar por um mundo onde a dignidade não seja um privilégio. Este é um espaço de todas as lutas: da interseccionalidade à sobrevivência. Ocupamos a rua porque a nossa dor é coletiva, mas a nossa força também o é. Seja contra a precariedade do pacote laboral ou contra o genocídio de povos, a nossa voz será sempre um eco de solidariedade e resistência».
O porta-voz acrescenta que a luta é transversal. Diz que não existe orgulho «sem direito a uma habitação condigna, sem o fim do sufoco do custo de vida e sem um combate intransigente ao racismo, ao femicídio e à violência doméstica». Acrescenta que «esta marcha pretende ser um espaço de convergência onde a luta contra o patriarcado e a precarização do trabalho, espelhada no atual pacote laboral, se une à exigência por um mundo mais justo».
A Humanamente ergue também a voz pela paz e pela autodeterminação dos povos, manifestando total solidariedade com o povo da Palestina e «exigindo o fim do genocídio». A organização defende que a luta local em Famalicão deve estar conectada com a resistência global contra todas as guerras. «Marchamos pelo pão, pela paz, pela casa e pela liberdade absoluta de ser e existir, sem medo e sem amarras», sublinha o movimento.