Exportações de têxteis e vestuário consolidam crescimento, mas há exceções

As exportações do setor têxtil e vestuário subiram 1,6% nos primeiros nove meses do ano, face ao mesmo período em 2019 (anterior à pandemia), ascendendo a 3,9 mil milhões de euros. Os dados foram publicados pelo INE e tratados pela ATP – Associação Têxtil e Vestuário de Portugal.

Os melhores desempenhos foram registados na categoria de produtos têxteis lar e outros artigos têxteis confecionados, que registaram um acréscimo de 129 milhões de euros face a 2019 (+27,6%), com destaque para as roupas de cama, mesa, toucador e cozinha, cujo valor exportado aumentou 24% (correspondendo a um acréscimo de 86 milhões de euros). O vestuário em malha exportou mais 113 milhões de euros, assinalando um aumento de 7% face ao mesmo período em 2019.

Inversamente, o vestuário em tecido continua a registar o pior desempenho, com uma quebra de 165 milhões de euros, ou seja, -22,2%, mostrando que ainda não conseguiu recuperar do impacto da crise pandémica.

Quanto aos melhores compradores, França e EUA continuam a registar o melhor desempenho com acréscimos de 72 milhões de euros e de 64,5 milhões de euros, respetivamente. E Espanha continua a registar a maior quebra, com -195 milhões de euros.

Famalicão: Gabriel Couto ganha obras no valor de 145 milhões de euros no Gana

A construtora famalicense Gabriel Couto venceu um concurso internacional relativo a dois contratos no Gana pelo valor de 145 milhões de euros. Está em causa a melhoria da rede viária daquele país.

Uma das empreitadas, com 66 quilómetros de extensão, é relativa à estrada que liga Tarkwa a Nkwanta, passando por Agona. É a obra de maiores dimensões que terá de ser entregue no prazo máximo de três anos. Esta empreitada, orçada em 95 milhões de euros, é vital para o desenvolvimento destas três cidades, bem como para a dinamização económica do país, especialmente no que respeita à exportação de minérios.

Em simultâneo, a Gabriel Couto vai reconstruir também a estrada que liga Bechem a Akumadan, numa distância de 40 quilómetros, que deverá estar concluída em 730 dias. Este investimento de 50 milhões nesta infraestrutura é também muito relevante no desenvolvimento económico da região, marcada predominantemente pela produção agrícola. Localizada na zona central do Gana, esta área é muito rica em produção de tomate e outros produtos agrícolas que necessitam de ser escoados para zonas mais carenciadas do país.

Para a Gabriel Couto, é mais um concurso internacional que ganhou numa área do Globo onde as necessidades são muitas, mas também é muito forte a presença das grandes construtoras mundiais. «O cumprimento rigoroso de todas as alíneas dos contratos assinados e a qualidade evidenciada das obras é também uma imagem da nossa marca que vamos espalhando pelo continente africano», sustenta Tiago Couto, diretor da construtora e responsável pelos projetos internacionais e de infraestruturas.

Recorde-se que a Gabriel Couto está na Zâmbia e Moçambique, países da África Oriental, tendo concluído nos últimos anos várias empreitadas em Essuatíni, ex-Suazilândia, na África Austral. Assim, a empresa de VN Famalicão regressa à África Ocidental, depois do êxito conseguido na reconstrução de estradas no Senegal, reconstruindo agora estradas fundamentais para o desenvolvimento do Gana.

A nível interno, a Gabriel Couto entregou neste final de ano à ANA a extensão do taxiway do Aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto. Foram 30 milhões de euros de trabalhos contratados. Com a expansão de 1300 metros à via de circulação que liga a pista e a placa de estacionamento dos aviões, será possível uma maior sequência de descolagens e aterragens, acompanhadas com uma saída rápida da pista. Segundo Thierry Ligonnière, CEO da Ana – Aeroportos de Portugal, “vai incrementar substancialmente a eficiência e a capacidade do aeroporto do Porto.

 

 

Covid-19: Novo recorde de infetados: 56.426

Portugal bateu um novo recorde diário de infeções pelo novo coronavírus. São 56.426 nas últimas 24 horas e mais 34 mortes.

O Norte é a região que continua a apresentar o maior número de casos: 24.422 novos casos e 10 mortes.

Os internados, em enfermarias, são 2.004 (mais 45) e em UCI há 152 (menos 1).

Famalicão mantém-se como município mais exportador do Norte e terceiro no país

A última edição do Anuário Estatístico da Região Norte, editado no final do ano, mostra que o município de Famalicão manteve, em 2020, como o mais exportador a norte e o terceiro no país, logo a seguir a Lisboa e Palmela.

O concelho tem, ainda, um saldo positivo da balança comercial de 765 milhões de euros (m€), resultado de uma diferença entre as exportações (1.746.464 m€) e as importações (981.278 m€). É, desta forma, um dos municípios que mais contributo líquido dá para a economia nacional.

«Apesar da tendência de queda da economia devido à pandemia, Vila Nova de Famalicão conseguiu manter-se como um dos municípios que mais contribui para a economia nacional. Somos um território que produz, que trabalha, que não baixa os braços», refere, a propósito, o presidente da Câmara Municipal, Mário Passos.

Para o futuro, o autarca mantém o otimismo e acredita que «com a capacidade de resiliência e empreendedorismo dos famalicenses vamos conseguir ultrapassar as adversidades provocadas por esta pandemia e continuar no rumo da inovação e do pioneirismo industrial do país».

No que diz respeito ao peso dos vários setores nas exportações do município, o têxtil e vestuário continuam a representar a maior fatia das exportações, seguindo-se o setor automóvel, metalomecânica e, por fim, o agroalimentar.

Entretanto, de acordo com os dados mensais preliminares do Instituto Nacional de Estatística (INE), as exportações das empresas famalicenses acumularam até novembro de 2021 um crescimento de 23,86% face ao mesmo período de 2020 e de 4,12% face a 2019, o que vem trazer um novo alento ao tecido empresarial. A nível nacional e no que diz respeito ao setor têxtil e vestuário, as exportações acumularam até outubro um crescimento de 15,2% face ao mesmo período de 2020 e de 1,5% face a 2019.

Refira-se que aquela que é a principal economia do Norte de Portugal tem nas suas fileiras perto de 15 000 empresas, que representam um volume de negócios na ordem dos cinco mil milhões de euros. Destas, perto de duas mil sociedades são da indústria transformadora que dão um contributo líquido importante para as contas nacionais e para a empregabilidade do país.

Covid-19: Novo recorde de infetados, 52.549, no dia em que se sabe que quem estiver em isolamento pode ir votar

Portugal registou, esta terça-feira, um novo recorde diário de infetados pelo novo coronavírus. São 52.549 novos casos e 33 mortes.

O Norte volta a ser região o número mais elevado de infeções, com 22.455 casos. Há, ainda, 10 falecimentos.

No que diz respeito aos internamentos, nas enfermarias estão 1959 pessoas (mais quatro); em UCI há 153 doentes (menos 7).

Recorde-se que esta quarta-feira, o Governo decidiu que as pessoas que estiverem em isolamento no dia das eleições legislativas, marcadas para 30 deste mês, vão poder sair para exercer o seu direito de voto. A informação foi avançada pela ministra Francisca Van Dunem em conferência de imprensa realizada ao início da tarde.

 

Mercadona amplia capacidade logística com novo armazém na Póvoa de Varzim

A Mercadona, quem tem um espaço comercial em Famalicão, ampliou a capacidade de armazenamento do Bloco Logístico da Póvoa de Varzim com uma nova nave de 12.000 m2. Este novo armazém, construído num terreno de 50.000 m2, adjacente ao que funciona desde 2019, vem dar resposta à evolução do projeto de expansão da empresa em Portugal e representou um investimento de 24,5 milhões de euros.

Com a criação desta nave, que se junta às outras duas que a empresa já tinha em funcionamento, o espaço foi totalmente reconfigurado. Assim, os novos 12.000 m2 passam a armazenar as frutas e legumes que diariamente saem para os supermercados da cadeia em Portugal. Além disso, fruto do seu modelo de logística sustentável e em colaboração com a Logifruit, haverá uma área, com cerca de 3.000 m2, dedicada à gestão de embalagens.

Adicionalmente, a superfície onde está inserido o novo armazém conta com uma área de 17.000 m2 de zonas verdes e 100 lugares de estacionamento, dois dos quais destinados ao carregamento de veículos elétricos, ligados à rede MOBI.E, indo ao encontro do compromisso da empresa para com a mobilidade elétrica.

Em 2019, a Mercadona arrancou com a operação do Bloco Logístico da Póvoa de Varzim com duas naves, tendo investido 60 milhões de euros. No total, a empresa já investiu 84,5 milhões de euros no desenvolvimento deste projeto no concelho vizinho, que conta com três naves implantadas numa área total de 100.000 m2, contabilizando 350 postos de trabalho, dos quais 20 foram criados para dar resposta a este novo projeto de ampliação, sendo que a empresa continua com processos de recrutamento, através do portal de emprego https://www.mercadona.pt/pt/emprego.

Carlos Lopes, diretor do Bloco Logístico da Póvoa de Varzim, considera que a expansão do mesmo «é uma grande aposta na garantia de melhor serviço às nossas lojas, tendo em conta as necessidades dos clientes. Acreditamos que esta é uma evolução natural para respondermos às necessidades de expansão em Portugal e esperamos que com o reforço da rede logística continuemos a assegurar a satisfação dos portugueses que escolhem diariamente a Mercadona como o seu supermercado de confiança».

Aires Pereira, presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, reconhece «que o impacto, dimensão e peso que uma empresa internacional como a Mercadona tem na economia local – e principalmente no crescimento do nosso Parque Industrial de Laúndos – reflete-se significativamente também ao nível do aumento do emprego no concelho. Metade do número total de colaboradores nestas três unidades reside na Póvoa de Varzim», município que «continuará a apoiar o investimento no nosso concelho, especialmente por parte de empresas como a Mercadona, de base familiar e assentes em políticas de preocupação ambiental, nomeadamente ao nível da produção de plásticos e de estratégias de economia circular, e de responsabilidade social, pautada por contratações sem termo, salários-base acima do ordenado mínimo nacional e pleno respeito pela igualdade de género».

Famalicão: Inscrições para a feira de roupa em segunda mão terminam sábado

Os interessados em participar na “Out of the Closet”, feira de vestuário em segunda mão, têm até 22 de janeiro (sábado) de efetuar a sua inscrição, mediante o preenchimento de formulário, disponibilizado na página de Instagram do evento, sob o nome @outofthecloset_market. As inscrições estão limitadas a 20 vagas.

“Out of the Closet” é uma feira de artigos de vestuário em segunda mão que vai decorrer na Praça – Mercado Municipal, nos últimos sábados de cada mês, sendo que a primeira realiza-se no dia 29 de janeiro, entre as 16 e as 20 horas.

Afirmando-se como Cidade Têxtil, Famalicão enquadra esta iniciativa no desenvolvimento de uma economia mais circular visando a redução do desperdício têxtil. O evento surge com o impulso de duas famalicenses Andreia Pinheiro e Inês Ferreira.