Ex-dirigentes do GD Ribeirão garantem em tribunal que assinavam “de cruz”

Cinco antigos dirigentes do Grupo Desportivo de Ribeirão arguidos num processo de “importação” ilegal de futebolistas estrangeiros alegaram esta quinta feira, no tribunal de Famalicão, que desconheciam as ilegalidades e que assinavam “de cruz” os documentos que o presidente lhes apresentava.

“Não sabia o que estava a assinar”, “tinha imensa confiança nas pessoas”, “era o presidente quem decidia e tratava de tudo”, “nunca pensei que o clube estivesse a cometer alguma ilegalidade” e “assinei vários documentos sem ter a noção da gravidade do que estava a fazer” foram as frases mais proferidas pelos arguidos, na primeira sessão do julgamento.

O então presidente do clube, Adriano Pereira, optou por não prestar declarações. O processo relaciona-se com a contratação, pelo Ribeirão, de futebolistas estrangeiros que vinham para Portugal sem o respetivo visto de trabalho.

Em causa estão 38 futebolistas, oriundos do Brasil, Mali, Burquina Faso, Bolívia, Nigéria e Guiné-Bissau.Oito antigos dirigentes e responsáveis do Ribeirão, a par de dois agentes desportivos e um empresário, respondem pelos crimes de angariação de mão-de-obra ilegal, auxílio à imigração ilegal e falsificação de documentos.

No processo, é também arguido o futebolista Ansumane Faty Júnior, acusado de um crime de falsificação ou contrafação de documento. O Ministério Público considerou indiciado que os arguidos dirigentes do clube recrutaram, de 2007 a 2014, um total de 38 jogadores estrangeiros, sendo que estes não tinham os vistos necessários para permanecer e trabalhar em Portugal.

Em alguns casos, aqueles dirigentes terão contado com a colaboração dos agentes desportivos e do empresário arguidos no processo.

Os futebolistas entravam em Portugal na qualidade de “turistas”, com vistos de curta duração, mas acabavam por ficar e ser contratados por vários clubes. O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), que investigou o caso, apreendeu documentação que dá conta de contratos com ordenados que oscilavam entre os 300 e os 10 mil euros mensais.

Trabalhavam na clandestinidade, já que não estavam inscritos nem nas Finanças nem na Segurança Social. Segundo o MP, a intenção dos autores do esquema seria, além da fuga aos impostos e às despesas com a legalização, obter “avultados proveitos”, resultantes da transferência dos futebolistas para outros clubes. Há registos de transferências que terão rendido 25 mil e 70 mil euros.

Entre os futebolistas em causa encontra-se Marcelino Ferreira, atualmente ao serviço do Rio Ave.

No aeroporto, perante elementos do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), elementos da direção do GDR assinavam termos de responsabilidade, assegurando que os futebolistas não iam exercer qualquer atividade profissional em Portugal, remunerada ou não.

Posteriormente, os mesmos elementos assinaram os contratos dos futebolistas com o clube.

Os arguidos garantiram hoje que assinavam “de cruz”, no bar, no café ou mesmo no carro, sem fazerem ideia dos termos dos contratos ou de qualquer ilegalidade correlacionada.

Alegaram ainda que os contratos precisavam de três assinaturas, pelo que eram assinados “por quem estava mais à mão no momento”.

“Nenhum contrato foi recusado pela Federação Portuguesa de Futebol”, referiu um dos arguidos, para sustentar a sua “boa-fé” no processo.

No processo, Ansumane Faty Júnior, que agora joga no Felgueiras 1932, está acusado de falsificação ou contrafação de documento, por alegadamente ter assinado um contrato de trabalho como aprendiz de carpinteiro, com uma firma propriedade do então presidente do Ribeirão, quando na realidade era futebolista.

Famalicão: Câmara e ARS Norte assinam contratos-programa para duas unidades de saúde

A Câmara Municipal e a ARS Norte já assinaram os contratos-programa com vista à construção dos novos edifícios para as unidades de saúde familiar de S. Miguel o Anjo, em Calendário, e a da vila de Joane.

O presidente da Câmara Municipal de Famalicão deu a novidade na Assembleia Municipal desta sexta feira, que ainda decorre. Mário Passos considera que são boas notícias, ainda que tenha assinalado que o Município terá de assumir uma parte dos gastos com estas obras.

Famalicão: PS considera que fecho da maternidade é “alarmismo’

Os partidos com assento na Assembleia Municipal não manifestaram unanimidade na posição sobre o possível encerramento da maternidade do hospital de Famalicão.

Os grupos parlamentares do Chega, CDS, CDU e PSD apresentaram votos que vão no sentido da defesa da manutenção da maternidade. Sobre esta matéria, o PS não apresentou qualquer moção e votou ao lado da CDU rejeitando todas as outras.

O voto da CDU vai no sentido da defesa do Serviço Nacional de Saúde e colheu a unanimidade do plenário que decorre na noite desta sexta-feira; já acerca dos votos de protesto que, especificamente, sinalizam o eventual fecho da maternidade, o PS votou contra, considerando que se trata “de alarmismo'”.

Recorde-se que, recentemente, foi tornado público o relatório da comissão sobre a reforma das maternidades, que propõe o fecho da unidade de Famalicão no plano nacional de reorganização destes serviços.

 

Diretor Desportivo do F.C.Famalicão Feminino alvo de denúncias por assédio sexual

Samuel Costa, diretor desportivo da equipa feminina do Futebol Clube de Famalicão, também foi alvo de denuncias por assédio sexual, a informação é avançada pelo Sindicado dos Jogadores.

De acordo com aquela organização, Samuel Costa terá sido denunciado pelo mesmo grupo de jogadoras que acusaram Miguel Afonso, relatando situações que ocorreram na época desportiva 2020/2021, quando representava outros clubes que não o Futebol Clube de Famalicão.

Em declarações à SIC Notícias, Samuel Costa negou todas as acusações. O sindicado que representa as atletas adianta que o processo já está a ser investigado pelas autoridades, afirmando estar disponível para lhes dar todo o apoio possível, nomeadamente ao nível psicológico e jurídico.

 

Mário Jorge Machado reeleito presidente da ATP

Mário Jorge Machado foi reeleito presidente da direção da Associação Têxtil e Vestuário de Portugal (ATP), mandato de 2022/2024. O administrador da Estamparia Adalberto liderava uma lista única, com António Falcão como presidente da Assembleia Geral, em representação da Têxtil António Falcão, e Ana Júlio Furtado, como presidente do Conselho Fiscal, em representação da A. Sampaio & Filhos.

O mote da candidatura era “Reinventar o setor, construir um futuro sustentável”. Em alguns pontos, Jorge Machado promete lutar em defesa dos interesses do setor e das suas empresas, particularmente na melhoria das suas condições de competitividade; quer prosseguir com o esforço de dar visibilidade à fileira têxtil e da moda portuguesa, no país e no exterior; pretende reforçar a proximidade da Associação aos associados; defende a contratação coletiva com o objetivo de assegurar a paz social e o desenvolvimento sustentado.

Mário Jorge Machado mostra-se, ainda, empenhado em «desenvolver os projetos que possibilitem a realização da missão e objetivos consignados à ATP, particularmente aqueles que terão de estar alinhados com a estratégia da União Europeia, em que prevalecerão as iniciativas destinadas à descarbonização e transição energética, à sustentabilidade e circularidade, à digitalização, à capacitação, à inovação produtiva e à internacionalização das atividades».

Famalicão: Parque da Ribeira em Joane vandalizado

O Parque da Ribeira, na vila de Joane, foi alvo de atos de vandalismo.
A denúncia é feita pelo autarca local, António Oliveira, que lamenta que «apesar de toda a formação, cultura e educação que é ministrada a todos, isto continua a acontecer».
Como de pode ver na foto, mesas foram, literalmente, arrancadas do chão.
Uma péssima imagem da localidade que, este domingo, e a partir deste mesmo local recebe os Campeonatos Nacionais de Estrada de atletismo, uma organização da ATC, com o apoio da Federação Portuguesa de Atletismo, Associação de Atletismo de Braga e Câmara Municipal.

Famalicão: Lions Clube ajuda Lar em S. Tomé e Príncipe

O Lions Clube de Vila Nova de Famalicão enviou, no dia 29 de setembro, tonelada e meia de material para o Lar de São Francisco de Assis, na Ilha de Príncipe, S. Tomé e Príncipe. Trata-se de material hospitalar, de higiene e desinfeção, que resulta da parceria estabelecida entre o Lions Clube de Famalicão e o Lions Clube de Roissy Pays de France. Colaborador importante nesta operação solidária é frei Fernando Ventura, também associado à construção do lar local.

O Lar São Francisco de Assis, inicialmente denominado “Casa Betânia”, vai acolher os idosos da Ilha do Príncipe que necessitem e também casos sociais.

O projeto, que começou há 4 anos, com um custo global de 317.000€, foi feito integralmente com donativos “dos pobres”, e aos quais o Papa Francisco juntou os últimos 30.000€ necessários para a sua conclusão. Daí o mote registado junto do nome do Lar de São Francisco de Assis: “dos pobres para os pobres”.

Os Lions Clubes de Vila Nova de Famalicão e Roissy Pays de France aliaram-se a este projeto no fornecimento de equipamento tão necessário para o Lar.

Este é um primeiro envio, composto por material de higiene e desinfeção hospitalar, EPI’s e canadianas, estando ambos os Lions Clubes empenhados na concretização de um donativo mais significativo, com a maior brevidade possível.