ERS recebeu quase 40 mil queixas sobre serviços de saúde no primeiro semestre de 2019

No setor público, o Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte (CHULN) foi o estabelecimento que recebeu o maior número de queixas (1.652), enquanto no setor privado foi o Hospital CUF Descobertas (1.042) e no setor social o Hospital da Prelada da Santa Casa da Misericórdia do Porto (34), segundo um relatório da ERS.

Os dados revelam que, no total, foram submetidos à Entidade Reguladora da Saúde nos primeiros seis meses do ano 46.056 “processos REC” (reclamações, elogios ou sugestões) relativos a estabelecimentos sob a responsabilidade de 823 entidades.

A maioria dos processos dizem respeito a reclamações (39.540), seguidos dos elogios (5.819) e sugestões (511). Há ainda 186 processos “mistos” que podem conter mais do que uma tipologia.

O Hospital de Vila Franca de Xira (gerido em parceria público-privada) foi o estabelecimento que recebeu mais elogios no setor público (333). No setor privado foi o Hospital da Luz – Lisboa (274) e no setor social o Hospital Luciano de Castro em Anadia (38).

Dos 46.056 processos, 31.474 eram relativos a situações ocorridas já no ano de 2019, indica o relatório, que aponta uma descida de 12,3% em relação a igual período do ano anterior.

Segundo a ERS, este “aparente decréscimo de 12,3%” deve-se ao “aumento extraordinário que se verificou no 1.º semestre de 2018, na sequência do esforço suplementar de atualização de processos pendentes nos prestadores, desenvolvido no fim de 2017 e início de 2018″.

Como resultado desses “esforços”, verificou-se um acréscimo significativo no volume de processos decididos no primeiro semestre de 2019, tendo a ERS emitido decisão relativamente a 95.823 “processos REC”, o que representou um acréscimo de 207% em relação a igual período do ano anterior

Dos processos decididos pela ERS neste período, 93% foram terminados, 6% continuaram a ser analisados internamente e 0,5% foram encaminhados externamente.

Dos 580 processos cuja decisão foi no sentido do encaminhamento para entidade externa, por conterem matéria que extravasava as competências da ERS, a maioria (80%) foi remetida para a Ordem dos Médicos, seguida da Ordem dos Enfermeiros (13,8%) e da Ordem dos Médicos Dentistas (3,6%)

Dentro das reclamações, o tema mais frequentemente mencionado nos processos decididos pela ERS foi o de “Procedimentos Administrativos” (26,4%), seguido da “focalização no utente (23,9%), “acesso a cuidados de saúde” (20,9%), “cuidados de saúde e segurança do doente” (20%).

Os “tempos de espera” motivaram 14,7% das reclamações, as “questões financeiras” 9% e as “instalações e serviço complementares 5,5%, adianta o relatório da ERA relativo ao “sistema de gestão de reclamações”.

Os dados disponibilizados têm por base a informação recolhida através de duas plataformas da ERS: o Sistema de Registo de Estabelecimentos Regulados (SRER) e o Sistema de Gestão de Reclamações (SGREC).

Famalicão: Chega apreensivo com possibilidade de fecho da maternidade

Em comunicado enviado à imprensa, a Comissão Política Concelhia do Chega de Famalicão manifesta «enorme apreensão», relativamente à possibilidade de um eventual encerramento da maternidade do Hospital de Famalicão.

Os dirigentes do Chega de Famalicão prometem estar na primeira linha «no combate a esta e outras medidas que visam ofender a qualidade de vida do nosso município, suprimindo serviços fundamentais com base em critérios de conveniência política», acusam.

Acredita este partido que a «pretensão do Governo socialista embaterá com a oposição de toda uma comunidade, que não quer ser privada de mais um serviço hospitalar».

O Chega considera que, nos últimos anos, o SNS tem vindo «a sofrer uma degradação progressiva, muito por culpa das políticas da esquerda e extrema-esquerda, esses sim, os verdadeiros responsáveis pelos caos instalado», aponta.

No comunicado, assinado por Pedro Alves, é lançada uma crítica direta ao PS de Famalicão e a Eduardo Oliveira, por ter defendido, nas últimas autárquicas, a construção de um novo hospital em Famalicão e recentemente votado contra a audição do Ministro da Saúde.

 

Famalicão: PCP em ações de defesa do SNS e da maternidade de Famalicão

João Dias e Bernardino Soares, do PCP, participaram em ações públicas no distrito, em defesa do Serviço Nacional de Saúde e, particularmente, na continuidade da maternidade de Famalicão. Na denominada Tribuna Pública “Salvar o SNS, Não a novos cortes e encerramentos!”, os intervenientes abordaram a circunstância de que a pretexto da conclusão do estudo elaborado pela Comissão para Reforma das Maternidades e informação pública de recomendações de novos cortes no Serviço Nacional de Saúde, estarem em circulação notícias que apontam o encerramento da maternidade do Hospital de V.N. Famalicão.

O PCP expressou «uma profunda preocupação» pelo facto do Governo do PS «não ter ainda rejeitado publicamente a possibilidade de encerramento da maternidade», colocando um ponto final «na especulação em torno desta matéria», que, segundo os comunistas, «contribui para a campanha perniciosa em curso movida por setores políticos e sociais empenhados na crescente privatização do SNS com o intuito de promoverem o negócio da doença»

No encontro, foram sublinhadas as boas condições que a maternidade oferece às parturientes e às famílias, resultado das recentes obras de melhoramento dos espaços onde funcionam os serviços de Ginecologia e Obstetrícia do hospital.

Foi recordado, ainda, que a população de V.N. Famalicão «tem vindo a ser prejudicada com encerramentos de unidades de saúde, de que são exemplos os centros de saúde de Landim, Arnoso Santa Maria, e com as consequências das políticas de desinvestimento levadas a cabo por sucessivos governos PS, PSD e CDS».

Nesta ação, para além de João Dias e Bernardino Soares, usaram ainda da palavra Hélder Matos, da Comissão Concelhia de V.N. Famalicão do PCP, e Tânia Silva, membro da Assembleia Municipal de V.N. Famalicão.

 

Famalicão: PSD na defesa da maternidade e contra o voto do PS e do deputado Eduardo Oliveira

Em comunicado, a concelhia do PSD de Famalicão reitera o seu compromisso na defesa da manutenção da maternidade do Hospital de Famalicão. «Tudo iremos fazer nas sedes devidas para que a intenção socialista não passe do papel e que o Hospital de Famalicão continue a contar com a sua maternidade», avisa o PSD.

O PSD lamenta que não haja unanimidade quanto à defesa deste serviço hospitalar. A Comissão Política Concelhia do PSD de Famalicão lembra que o PS, incluindo o deputado socialista Eduardo Oliveira, de Famalicão, votou contra a audição do Ministro da Saúde no Parlamento sobre a possibilidade de encerramento de maternidades no país. Um pedido que, recorde-se, tinha sido feito pelo Bloco de esquerda no Parlamento e que foi aceite por todos os partidos com exceção do PS. «Sendo o deputado Eduardo Oliveira conhecedor da excelência da valência que os socialistas querem agora encerrar, estranha-se o seu voto contra em relação à audição do Ministro», sublinha a direção concelhia do PSD.

E, na última sexta-feira, na Assembleia Municipal de Famalicão, CDS, PSD, Chega e CDU apresentaram moções em defesa da maternidade. O PS foi o único partido que não apresentou qualquer voto e chumbou os dos outros partidos, com exceção da proposta da CDU que era mais generalista e referia-se ao Serviço Nacional de Saúde. O líder da bancada do PS, Jorge Costa, disse que as preocupações dos outros partidos sobre o fecho da maternidade são «alarmistas».

O PSD criticou, na Assembleia Municipal, esta «falta de solidariedade» do PS e, agora, em comunicado, volta à carga. Escreve a Concelhia que, «para o PSD de Famalicão, alarmismo é o chumbo do requerimento de audição ao Ministro, impedindo-se, por essa via, o escrutínio e o acesso a informação essencial»; «para o PSD de Famalicão, alarmismo é a maternidade de Famalicão ser a única valência do país a ser referenciada pelo coordenador da Comissão para a Reforma das Maternidades para eventual encerramento»; «para o PSD de Famalicão, alarmismo é o Ministro da Saúde dizer que a decisão sobre o futuro do bloco de partos de Famalicão será tomada pelo novo diretor executivo do SNS e não pelo próprio Ministro da Saúde – portanto, uma decisão técnica e não política», acusa.

Famalicão: Câmara e ARS Norte assinam contratos-programa para duas unidades de saúde

A Câmara Municipal e a ARS Norte já assinaram os contratos-programa com vista à construção dos novos edifícios para as unidades de saúde familiar de S. Miguel o Anjo, em Calendário, e a da vila de Joane.

O presidente da Câmara Municipal de Famalicão deu a novidade na Assembleia Municipal desta sexta feira, que ainda decorre. Mário Passos considera que são boas notícias, ainda que tenha assinalado que o Município terá de assumir uma parte dos gastos com estas obras.

Mário Jorge Machado reeleito presidente da ATP

Mário Jorge Machado foi reeleito presidente da direção da Associação Têxtil e Vestuário de Portugal (ATP), mandato de 2022/2024. O administrador da Estamparia Adalberto liderava uma lista única, com António Falcão como presidente da Assembleia Geral, em representação da Têxtil António Falcão, e Ana Júlio Furtado, como presidente do Conselho Fiscal, em representação da A. Sampaio & Filhos.

O mote da candidatura era “Reinventar o setor, construir um futuro sustentável”. Em alguns pontos, Jorge Machado promete lutar em defesa dos interesses do setor e das suas empresas, particularmente na melhoria das suas condições de competitividade; quer prosseguir com o esforço de dar visibilidade à fileira têxtil e da moda portuguesa, no país e no exterior; pretende reforçar a proximidade da Associação aos associados; defende a contratação coletiva com o objetivo de assegurar a paz social e o desenvolvimento sustentado.

Mário Jorge Machado mostra-se, ainda, empenhado em «desenvolver os projetos que possibilitem a realização da missão e objetivos consignados à ATP, particularmente aqueles que terão de estar alinhados com a estratégia da União Europeia, em que prevalecerão as iniciativas destinadas à descarbonização e transição energética, à sustentabilidade e circularidade, à digitalização, à capacitação, à inovação produtiva e à internacionalização das atividades».

Mercadona participa na recolha de alimentos para o Banco Solidário Animal

Todas as lojas da Mercadona participam na recolha de alimentos para o Banco Solidário Animal, que se realiza de 1 a 9 de outubro.

A Mercadona participa, pela primeira vez, na campanha organizada pela Animalife que consiste na doação monetária, em múltiplos de 1€, e que pode ser efetuada nas caixas de pagamento no momento da compra. O valor doado será entregue na íntegra à Animalife, em forma de cartões, que posteriormente serão distribuídos por instituições locais de apoio animal que poderão utilizá-los para adquirir produtos de acordo com as suas necessidades, com o objetivo de contribuir para melhorar as condições de vida dos animais que se encontrem em risco.

Rodrigo Livreiro, presidente da direção da Animalife, associação de âmbito nacional, lembra que em média são abandonados 119 animais por dia. No ano de 2021, o número de cães e gatos abandonados chegou aos 43 mil, o que significou uma subida de 30%. «A evolução da situação económica faz antever um cenário ainda mais complicado para os próximos meses, pelo que a participação de todos nesta campanha será indispensável para assegurar o bem-estar de milhares de animais em risco», realça.

A doação de produtos faz parte da política da Mercadona, que doou 670 toneladas de produtos de primeira necessidade no primeiro semestre de 2022 em Portugal. Estas doações, que equivalem a mais de 11.000 carrinhos de compras, foram destinadas a mais de 30 cantinas sociais, 5 bancos alimentares e outras instituições sociais com as quais a empresa colabora, em Portugal.