Equipamentos de proteção individual estão mais caros «e somos nós a suportar esse custo»

CIDADE HOJE auscultou as corporações de bombeiros do concelho sobre o trabalho de socorro nas circunstâncias atuais. As corporações de Bombeiros de Riba de Ave e Famalicenses conseguiram responder em tempo útil para publicação.

Luís Abreu, comandante dos Bombeiros de Riba de Ave, fala numa nova realidade, mas garante que estão a ser tomadas todas as precauções tanto ao nível pessoal como de desinfeção das ambulâncias.

CIDADE HOJE (CH) – Como estão os bombeiros preparados para lidar com o COVID-19?

Luís Abreu (LA) – Os bombeiros estão minimamente preparados, vamos seguindo as recomendações do INEM e da DGS.

Neste momento, estamos equipados com material indispensável em todas as ambulâncias de socorro; em simultâneo estamos a criar reservas, de forma a prevenir os tempos que se avizinham.

No passado domingo, tivemos a oportunidade de ministrar uma formação a todos os elementos do nosso C.B., através de elementos do nosso C.B. que frequentaram uma formação ministrada pelo INEM.

Nesta formação, abordamos a problemática atual, formas de reconhecimento, sinais e sintomas associados e historial do coronavírus. Definimos estratégias e normas internas.

Os operacionais passam por dificuldades nas ocorrências devido ao facto de tudo isto (COVID-19) ser novo e de difícil reconhecimento.

CH – Que medidas foram adotadas para os bombeiros lidarem com a população?

LA – A restrição de acesso ao quartel de pessoal não afeto ao corpo de bombeiros; evitarmos ao máximo o contacto com a população, exceto em emergências. Em ocorrências suspeitas, os operacionais utilizam EPI completo. Disponibilizamos o nosso email para esclarecimentos de dúvidas colocadas pela população civil.

CH – Quais as maiores dificuldades?

LA – As maiores dificuldades são em adquirir equipamentos de proteção individual, os pagamentos dos mesmos, dado o preço a que estão no mercado, e somos nós a suportar esse custo. Os operacionais passam por dificuldades nas ocorrências devido ao facto de tudo isto (COVID-19) ser novo e de difícil reconhecimento.