Empresas têxteis e de vestuário reclamam mais apoios e justiça na distribuição da ajuda

Face à pandemia e aos apoios concedidos pelo Governo, as empresas do setor têxtil e vestuário reclamam que o apoio chegue a mais empresas; que as ajudas à retoma progressiva sejam possíveis a partir de quebras iguais ou superiores a 15%; querem que o apoio considere não apenas a quebra de faturação, mas a descida das encomendas.

Num inquérito conduzido pela ATP, as empresas reclamam a isenção da TSU para os trabalhadores abrangidos pelas medidas de redução ou suspensão do período de trabalho. Dizem que esta medida devia contemplar empresas com mais de 250 trabalhadores, por forma a ajudar à manutenção dos postos de trabalho.

As empresas defendem, ainda, a reintrodução do regime de lay off simplificado, aplicável a todas as empresas (e não apenas às que são encerradas por via legal/ administrativa), para introduzir, o que dizem ser maior justiça na cadeia de valor, porque «não é apenas o retalho que está com dificuldades, quem está a montante na cadeia de valor está igualmente em dificuldades».

Neste inquérito, a ATP percebeu que as empresas pedem justiça também no acesso a medidas como o APOIAR, neste momento, apenas disponível para algumas atividades, estando excluída a indústria.

As empresas reclamam ainda que os trabalhadores que estão em casa para assistência a filhos menores (devido ao encerramento de escolas) sejam pagos pela Segurança Social.

Segundo a ATP, ao nível das linhas de crédito (esta é, entre os inquiridos, a medida mais usada, com 65% das empresas a utilizar), as empresas solicitam reforço dos montantes e maior flexibilidade de pagamento.

Há ainda muitas empresas que destacam a importância de uma componente de apoio a fundo perdido para capitalizar, extensão temporal das medidas e maior rapidez no pagamento dos apoios.