EMPRESAS MAIS CONSCIENTES DA SUA RESPONSABILIDADE SOCIAL

EMPRESAS MAIS CONSCIENTES DA SUA RESPONSABILIDADE SOCIAL

“Capitalismo Consciente”, tema da conferência promovida pelo Círculo De Cultura Famalicense (proprietário do Jornal/Rádio Cidade Hoje), está a criar raízes em algumas empresas portuguesas. Esta é uma das conclusões recolhidas desta conferência que teve lugar na Casa das Artes, no dia 6 de junho, moderada por Ana Teresa Lehmann.

Foi possível ouvir o brasileiro Hugo Bethlem citar um exemplo português onde isso acontece, que é o caso da Delta Cafés, em Campo Maior, liderada por um empresário, Rui Nabeiro, que conhece os seus 3 mil trabalhadores e que, com responsabilidade social, ajudou a transformar uma região.

Também foi possível ouvir Isabel Furtado, administradora executiva da TMG, dizer que uma empresa como a sua, instalada em S. Cosme do Vale, não se pode alhear do meio em que está instalada, principalmente porque em quase todas as casas há um trabalhador na TMG. Outra forma de responsabilidade social, citou Isabel Furtado, é dar prioridade na contratação a familiares dos atuais trabalhadores.

Esta é a visão de dois administradores empresariais, mas o sindicalista Carlos Silva, da UGT, diz que hoje os sindicatos também têm de entender que os empresários não são nem podem ser inimigos dos trabalhadores, mas que uns e outros têm de lutar por um mesmo objetivo que é tornar as empresas viáveis economicamente.

Quer se chame responsabilidade social, empresa humanizada ou capitalismo consciente, o importante, diz Hugo Bethlem, é que a empresa não pense apenas no lucro imediato, mas na sustentabilidade a longo prazo e na criação de uma relação de compromisso com colaboradores, fornecedores, clientes e, naturalmente, com os acionistas que lá colocaram o seu capital.

«Ainda estamos imbuídos de um espírito sindical que os empresários não veem com bons olhos e reagem mal à nossa presença», disse Carlos Silva, para logo a seguir defender que a UGT é a «única central sindical que pratica a paz social, que defende a estabilidade governativa e que entende que a empresa é um núcleo onde coabitam empresários e trabalhadores».

Neste espírito de cooperação, como lhe chama Hugo Bethlem, »cada trabalhador é uma peça no puzzle», acrescenta Isabel Furtado. Esta responsável empresarial diz que todos são dependentes uns dos outros e devem ser respeitados.

No fundo, diz Hugo Bethlem, capitalismo consciente não é inventar nada, é pura e simplesmente respeitar os seres humanos e pensar que não posso ter clientes satisfeitos se não tenho trabalhadores felizes. «Cada colaborador quer ser melhor; os líderes estão por toda a parte procure-os e encontre-os», frisou, acrescentando que se os colaboradores pensam diferente dos administradores devem ser ouvidos e se todos os trabalhadores são importantes isso deve ser demonstrado; da mesma forma que as coisas positivas devem ser celebradas em grupo.

Most Popular Topics

Editor Picks