Famalicão: PS diz-se «na primeira linha de defesa da maternidade»

O Partido Socialista acusa a coligação PSD-CDS de «usar a maternidade do Centro Hospitalar do Médio Ave (CHMA) para fazer demagogia e lançar um clima de alarmismo sobre os famalicenses».
Em comunicado, a Concelhia socialista diz que na última reunião da Assembleia Municipal votou favoravelmente uma proposta da CDU que defendia o Serviço Nacional de Saúde e apelava ao Governo para não encerrar a maternidade de Famalicão. Recorde-se que, no mesmo órgão, votou contra os demais votos apresentados pelos outros partidos que incidiam sobre o eventual fecho do espaço.

Também em setembro foi tornada pública, em vários órgãos de comunicação social, a proposta de reorganização da rede de urgências de obstetrícia e blocos de parto. Segundo o documento, que até ao momento não foi refutado, a Comissão para a Reforma das Maternidades, sugere o encerramento da maternidade de Vila Nova de Famalicão, porque faz menos de mil partos por ano.

O PS assinala que não foi ainda tomada nenhuma decisão e promete estar «na primeira linha de defesa dos interesses dos famalicenses e da maternidade do nosso hospital», acusando o PSD-CDS de «utilizar como arma de arremesso político um documento técnico, sobre o qual não existe nenhuma decisão política».
Os socialistas analisam que há «uma ligeira diminuição populacional registada no último censo» encontrando como causa «as políticas municipais da coligação PSD-CDS. Famalicão regista graves dificuldades para atrair famílias jovens por falta de soluções de habitação e essa é uma responsabilidade da Câmara Municipal».
Muito embora o PS tenha votado contra a proposta do BE para que o Ministro da Saúde fosse ao Parlamento, os socialistas anunciam agora, que por sua iniciativa, Manuel Pizarro «foi convocado para uma audição parlamentar na Comissão de Saúde. O que aconteceu, e só fazia sentido, depois de ter conhecimento cabal do relatório da Comissão de Acompanhamento de Resposta em Urgência de Ginecologia, Obstetrícia e Bloco de Parto».

Reiterando que «os famalicenses podem contar com o sentido de responsabilidade do Partido Socialista perante uma matéria tão importante como esta para as grávidas famalicenses e as suas famílias», os socialistas dão nota que «temos em Vila Nova de Famalicão uma das melhores maternidades do País, que sempre prestou cuidados à população e nunca encerrou mesmo em períodos críticos, graças à sua excelente equipa de médicos, enfermeiros e pessoal auxiliar».

Famalicão: Eduardo Oliveira apresenta lista

Eduardo Oliveira, recandidato à concelhia do Partido Socialista de Famalicão, divulgou a sua lista para a Comissão Política, onde figuram nomes como Sandra Moreira, de Vilarinho das Cambas; Manuel Loureiro, antigo autarca de Fradelos e mandatário da candidatura de Eduardo Oliveira; Sérgio Cortinhas, vereador municipal oriundo de Joane; Jorge Costa, líder do grupo do PS na Assembleia Municipal; Aristides Freitas, Camilo Lellis, Sandra Lopes, Amaro Araújo, Manuel Carvalho, Elisa Costa, Rui Carvalho, entre outros.

Isabel Silva também se recandidata à presidência da comissão política das Mulheres Socialistas – Igualdade e Direitos de Vila Nova de Famalicão. Ricardo Dias recandidata-se a coordenador da secção de Famalicão e Laetitia da Costa também se recandidata a coordenadora da Secção de Riba de Ave.

António Silva, que foi candidato à presidência da Junta da União de Freguesias de Famalicão e Calendário, e Albano Costa são candidatos a presidentes das mesas das seções de Vila Nova de Famalicão e Riba de Ave, respetivamente.
Recorde-se que Eduardo Oliveira é o atual presidente da concelhia do PS e recandidata-se para um segundo mandato, com a moção “Todos por Famalicão”, tendo por objetivo «continuar a crescer para servir Famalicão» e ganhar as autárquicas de 2025.

As eleições realizam-se no próximo sábado, dia 8 de outubro, na sede concelhia do Partido Socialista de Vila Nova de Famalicão, entre as 14h00 e as 22h00.

 

Famalicão: PSD na defesa da maternidade e contra o voto do PS e do deputado Eduardo Oliveira

Em comunicado, a concelhia do PSD de Famalicão reitera o seu compromisso na defesa da manutenção da maternidade do Hospital de Famalicão. «Tudo iremos fazer nas sedes devidas para que a intenção socialista não passe do papel e que o Hospital de Famalicão continue a contar com a sua maternidade», avisa o PSD.

O PSD lamenta que não haja unanimidade quanto à defesa deste serviço hospitalar. A Comissão Política Concelhia do PSD de Famalicão lembra que o PS, incluindo o deputado socialista Eduardo Oliveira, de Famalicão, votou contra a audição do Ministro da Saúde no Parlamento sobre a possibilidade de encerramento de maternidades no país. Um pedido que, recorde-se, tinha sido feito pelo Bloco de esquerda no Parlamento e que foi aceite por todos os partidos com exceção do PS. «Sendo o deputado Eduardo Oliveira conhecedor da excelência da valência que os socialistas querem agora encerrar, estranha-se o seu voto contra em relação à audição do Ministro», sublinha a direção concelhia do PSD.

E, na última sexta-feira, na Assembleia Municipal de Famalicão, CDS, PSD, Chega e CDU apresentaram moções em defesa da maternidade. O PS foi o único partido que não apresentou qualquer voto e chumbou os dos outros partidos, com exceção da proposta da CDU que era mais generalista e referia-se ao Serviço Nacional de Saúde. O líder da bancada do PS, Jorge Costa, disse que as preocupações dos outros partidos sobre o fecho da maternidade são «alarmistas».

O PSD criticou, na Assembleia Municipal, esta «falta de solidariedade» do PS e, agora, em comunicado, volta à carga. Escreve a Concelhia que, «para o PSD de Famalicão, alarmismo é o chumbo do requerimento de audição ao Ministro, impedindo-se, por essa via, o escrutínio e o acesso a informação essencial»; «para o PSD de Famalicão, alarmismo é a maternidade de Famalicão ser a única valência do país a ser referenciada pelo coordenador da Comissão para a Reforma das Maternidades para eventual encerramento»; «para o PSD de Famalicão, alarmismo é o Ministro da Saúde dizer que a decisão sobre o futuro do bloco de partos de Famalicão será tomada pelo novo diretor executivo do SNS e não pelo próprio Ministro da Saúde – portanto, uma decisão técnica e não política», acusa.