DIRIGENTES DO RIO AVE E FEIRENSE TESTEMUNHAM NO JULGAMENTO DO EX-PRESIDENTE DO RIBEIRÃO E EMPRESÁRIO TIAGO CALISTO 22

DIRIGENTES DO RIO AVE E FEIRENSE TESTEMUNHAM NO JULGAMENTO DO EX-PRESIDENTE DO RIBEIRÃO E EMPRESÁRIO TIAGO CALISTO 23

Adriano Pereira, antigo presidente do Ribeirão, e o agente Tiago Calisto, homem da confiança do nigeriano Kunle Soname na SAD do Feirense, são os rostos mais visíveis dum julgamento que está a correr no Tribunal de Famalicão, marcado esta sexta-feira por mais uma sessão de testemunhas abonatórias, afetas, em particular, a Tiago Calisto, numa semana também assinalada por audições a Pedro Proença, José Carlos Noronha, Henrique Calisto ou André Seabra.

São 12 os arguidos, todos eles relacionados com a gestão e o futebol do Ribeirão, num período anterior à sua extinção, a quem são imputados crimes de angariação de mão de obra ilegal, auxílio à emigração ilegal e falsificação de documentos. Por ouvir, face a incompatibilidade de agendas, ficou o presidente da Câmara Municipal de Famalicão, solicitado como testemunha favorável de Adriano Pereira.

Na manhã desta sexta feira, ouviram-se depoimentos de Miguel Ribeiro, diretor-geral do Rio Ave, e Jorge Gonçalves, atual administrador do Feirense, arrolados pela defesa de Tiago Calisto. Atualmente com responsabilidades em clubes da Liga, ambos realçaram as qualidades do Ribeirão enquanto clube que serviu durante anos de rampa de lançamento de atletas, incluindo-se nesse lote jogadores de gabarito como Ederson ou Pizzi. Elogios feitos entre a atribuição de falhas geradas por alegada ignorância no modus operandi, e que também motivaram ampla atenção do Ministério Público e do Juiz do processo, prolongando, por exemplo, por mais duma hora o testemunho de Jorge Gonçalves, em razão de apreciações técnicas à forma como eram conduzidas as inscrições do Ribeirão e a legalização dos atletas estrangeiros no SEF – Serviço de Estrangeiros e Fronteiras – lembrando o auxílio prontificado a dada altura por si, pelos conhecimentos adjacentes às funções mantidas no Rio Ave, a fim de solucionar burocracias, que constituíam embaraço técnico e criminal para o Ribeirão. O clube vê-se, agora, acusado de ter incorrido em 38 casos de incumprimento com as normas do SEF, colocando a jogar atletas sem autorização de residência ou visto para a atividade profissional, que entravam em Portugal apenas como turistas.

A acusação do Ministério Público baseia-se em documentos relativos aos contratos dos atletas, despesas pagas pelo clube e provas das suas participações em jogos oficiais. Ainda se esperam pelas alegações finais, antes de ser aprazada data para a leitura da sentença que tocará a Adriano Pereira, Tiago Calisto e mais dez arguidos, entre eles o jogador Ansumane.

Fonte: A Bola

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