DGS admite alargar testes em função das necessidades

A Direção-Geral da Saúde pondera alargar os testes à covid-19 além de lares, estabelecimentos prisionais e creches, foi hoje anunciado, depois de a Fenprof ter defendido que alunos e funcionários das escolas devem ser testados.

“Há uma política para testar em lares, sobretudo os trabalhadores, estabelecimentos prisionais e creches. Portanto, estão a ser analisadas outras situações que requeiram o mesmo tipo de atenção”, disse a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, durante a conferência de imprensa diária para atualização de informação sobre a pandemia em Portugal.

A Fenprof defendeu hoje a realização prévia e periódica de testes a todos os alunos, professores e funcionários não docentes que regressem à escola, considerando que as orientações do Governo são omissas, incoerentes e economicistas.

Sobre o aumento de novos casos na região de Lisboa e vale do Tejo nos últimos dias – mais 294 face a quarta-feira – as autoridades de saúde estão a “procurar explicações para o facto”, explicou a diretora-geral da Saúde na conferência de imprensa.

“Sabemos que em Lisboa têm-se feito rastreios maciços e pode haver aqui o efeito do rasteio, porque podem ter sido identificados casos a partir daí”, admitiu.

Em Lisboa e Vale do Tejo, reconheceu, a média do número de pessoas que cada doente pode infetar “é ligeiramente superior ao do resto do país”, tendo em conta os últimos cálculos efetuados pelo Instituto Ricardo Jorge.

Em relação aos casos recuperados, Graça Freitas adiantou que continuam a ser “acompanhados pelo seu médico até este considerar que o episódio de doença está encerrado, mesmo que tenham ido para o domicílio”.

Questionada sobre o aumento das mortes relacionadas com outras causas, a diretora-geral da Saúde disse que “desde o dia 14 de abril” que “não se nota qualquer alteração do padrão da mortalidade para todas as causas não covid-19 e para todas as idades de acordo com o esperado para esta altura do ano. Há uma constância”.

Ainda assim, a DGS está a “codificar” as causas de morte ocorridas este ano.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 263 mil mortos e infetou cerca de 3,7 milhões de pessoas em 195 países e territórios.

Mais de 1,1 milhões de doentes foram considerados curados.

Em Portugal, morreram 1.105 pessoas das 26.715 confirmadas como infetadas, e há 2.258 casos recuperados, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.