“O Deserto de Medeia” estreia quinta-feira

“O Deserto de Medeia” estreia quinta-feira

A encenadora Luísa Pinto reuniu, nos últimos três anos, histórias reais de mulheres que mataram os seus próprios filhos e decidiu levar à cena uma reflexão sobre o crime do filicídio. O resultado pode ser visto em “O Deserto de Medeia”, espetáculo que estreia hoje, quinta-feira, na Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão.

«É uma tragédia transversal a todos os séculos. Há 2500 anos, Eurípedes escreveu sobre a tragédia de Medeia, onde apresentava o retrato psicológico de uma mulher carregada de amor e ódio, e hoje acontece rigorosamente o mesmo. Só em Portugal, nos últimos três anos, tivemos seis casos», explicou a encenadora, que desafiou Marta Freitas para escrever o texto da peça a partir de histórias reais.

“O Deserto de Medeia” é, assume, um espetáculo «para refletir sobre a condição da mulher e sobre a sua necessidade de se afirmar».

Em palco, a dar corpo ao drama singular de múltiplas mulheres, está Margarida Carvalho acompanhada por João Melo e por alunos do 11º ano da ACE- Academia Contemporânea do Espetáculo de Famalicão. A estes juntam-se os músicos Rui David e Paulo Alexandre Jorge, que acompanham ao vivo toda a narrativa.

O espetáculo, uma coprodução da Narrativensaio e da Casa das Artes, vai estar em cena em Famalicão de quinta a sábado, às 21h30.

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