Credores decidem futuro da Associação Industrial do Minho dia 05 de setembro 32

Credores decidem futuro da Associação Industrial do Minho dia 05 de setembro 33

Num documento judicial a que a Lusa teve acesso, o Tribunal Judicial da Comarca de Braga, Juízo de Comércio de Vila Nova de Famalicão, marcou para dia 05 de setembro de 2018 “a realização da reunião de assembleia de credores para discussão e aprovação do Plano de Insolvência” da AIMinho.

Em setembro de 2017, o Plano Especial de Revitalização (PER) apresentado pela AIMinho, que tem uma dívida superior a 12 milhões de euros e como principais credores a Caixa Geral de Depósitos (seis milhões de euros) e o Novo Banco (5,6 milhões de euros), foi rejeitado por 98%, tendo sido aprovada a insolvência daquela instituição minhota.

Fonte ligada ao processo explicou à Lusa que “no âmbito do processo de insolvência, a AIMinho podia ainda apresentar uma nova proposta de recuperação, o que fez, requerendo ainda que o comando da associação continuasse nas mãos da direção e que passasse para um gestor de insolvência”.

Segundo a referida fonte, “é este novo plano que vai ser votado no dia 05 de setembro”, explicando que caso este “segundo plano” seja reprovado se passará para a fase da liquidação da AIMinho.

À Lusa, o presidente da AIMinho há 15 anos, António Marques, confirmou a data da Assembleia de Credores, que “será decisiva” para o futuro da instituição.

“Está marcada para dia 05 [de setembro], é um facto. Quanto ao que acontecerá, está nas mãos dos credores votarem da forma que entenderem e o que fazer sobre o tema”, referiu António Marques.

O primeiro plano apresentado para dar continuidade à AIMinho foi reprovado pela Caixa Geral de Depósitos e contou com a abstenção do Novo Banco, os principais e maiores credores da associação minhota.

O plano estipulava “um perdão” de 80% da dívida, sendo que o banco público, que já tinha requerido a insolvência da AIMinho em março de 2017, “tem a vantagem” de beneficiar de hipotecas.

A AIMinho é uma associação regional multissetorial criada em 1975, tendo tido origem no Grémio das Indústrias Metalúrgicas e Metalomecânicas de Braga, fundado em 1956.

Atualmente conta com cerca de duas mil empresas associadas.

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