Covid-19 – Especialistas defendem vacinação das pessoas com mais de 80 anos

Especialistas em infecciologia, pneumologia, virologia e saúde pública defendem que no topo das prioridades para a vacinação têm que estar os maiores de 80 anos de idade.

Numa carta aberta, publicada no Jornal Público, os médicos especialistas afirmam que esta é a forma mais eficaz de reduzir o número total de mortos. Sublinham que aquilo que os move não é «um juízo político, mas um imperativo ético e uma preocupação científica».

Lembram que «foi com base nestes mesmos pressupostos científicos que a Comissão Europeia recomendou a todos os estados-membros que vacinem até março um mínimo de 80% dos maiores de 80 anos e dos profissionais de saúde». A este propósito, recordam que o primeiro-ministro se comprometeu publicamente em Bruxelas «a concretizar esta orientação».

Na carta, também assinada pelos ex-ministros da Saúde Maria de Belém e Adalberto Campos Fernandes e pela ex-presidente do Infarmed Maria do Céu Machado, os especialistas recordam que a grande maioria dos Estados têm vindo a organizar o processo de vacinação começando pelos grupos etários mais velhos.

O plano de vacinação contra a covid-19 está dividido em três fases: a que está a decorrer abrange profissionais de saúde e idosos e pessoal que os acompanha nos lares. Esta fase, que se prolonga até final de março, inclui também profissionais das forças armadas, forças de segurança e serviços críticos.

Nesta fase serão igualmente vacinadas, a partir de fevereiro, pessoas de idade igual ou superior a 50 anos com pelo menos uma das seguintes patologias: insuficiência cardíaca, doença coronária, insuficiência renal ou doença respiratória crónica sob suporte ventilatório e/ou oxigenoterapia de longa duração.

A segunda fase arranca a partir de abril e inclui pessoas de idade igual ou superior a 65 anos e pessoas entre os 50 e os 64 anos de idade, inclusive, com pelo menos uma das seguintes patologias: diabetes, neoplasia maligna ativa, doença renal crónica, insuficiência hepática, hipertensão arterial, obesidade e outras doenças com menor prevalência que poderão ser definidas posteriormente, em função do conhecimento científico.

Na terceira fase será vacinada a restante população, em data a determinar. As pessoas a vacinar ao longo do ano serão contactadas pelo Serviço Nacional de Saúde (SNS).