Covid-19: António Costa defende estado de emergência durante o desconfinamento

O primeiro-ministro afirmou, esta terça-feira, que partilha do entendimento do Presidente da República no sentido de haver estado de emergência enquanto durar o processo de desconfinamento.
Questionado sobre o facto de Marcelo Rebelo de Sousa ter admitido, esta segunda-feira, que o estado de emergência poderia prolongar-se até maio, António Costa concordou.
O líder do executivo assinala «que é esse o entendimento do Governo. Pelo menos até ao final deste processo [de desconfinamento], é necessário manter o estado de emergência para garantir que todos os passos são dados com segurança».

O primeiro-ministro defendeu, também, a existência de um critério nacional para a abertura ou eventual encerramento de escolas, garantindo que esse princípio foi proposto pelos especialistas. Esse critério «tem a ver com a igualdade de oportunidades e, por exemplo, tendo em conta que vários dos anos estão sujeitos a exames. Se não fosse assim, aumentariam as desigualdades, porque havia estudantes com aulas e outros sem aulas», justificou.
No entanto, este princípio «não exclui que, em caso de surto numa escola não haja uma intervenção pontual numa escola», anotou António Costa.