Coronavírus: ATP quer medidas urgentes do Governo e da Banca

Em comunicado, a direção da Associação Têxtil e Vestuário de Portugal (ATP) diz que é necessário e urgente a regulamentação do processo de aplicação do lay-off simplificado; um mecanismo reivindicado junto do governo, há 15 dias, para fazer face à diminuição do volume de negócios das empresas têxteis nesta atual situação de crise pelo coronavírus.

A ATP, que tem sede em VN Famalicão, diz que só a lay-off vai permitir a sobrevivência das empresas e diz que tem que ser com regras diferentes das atualmente previstas, como por exemplo: o período de demonstração de quebra de rendimentos da empresa tem de ser o mais curto possível; a demonstração da quebra tem que poder ser feita através da evidenciação simples de que não há encomendas futuradas.

Além disso, defende que têm que ser tomadas outras medidas, nomeadamente a moratória dos pagamentos devidos e sem registo de incumprimento, bem como a diluição ao longo de quatro ou cinco anos do correspondente pagamento, para evitar o estrangulamento de tesouraria no momento da retoma da atividade. No capítulo da tesouraria, diz que é necessário garantir que as linhas de crédito criadas sejam, de facto, utilizadas, com especial atenção às taxas e comissões praticadas.

«O financiamento previsto terá, de facto, de chegar às empresas que realmente precisam», apela a ATP, acrescentando que a burocracia pode deitar tudo a perder.

Em comunicado, a ATP revela que lançou um inquérito às empresas do setor e que o mesmo revelou que 59% dos inquiridos esperam ter, já no mês de abril, uma redução superior a 50% no seu volume de negócios, enquanto 26% das empresas sondadas preveem uma redução entre 30% a 50%.

A ATP recorda que este é um tempo de enorme incerteza no seio da economia europeia. Com 82% das exportações de têxteis e vestuário em Portugal destinadas ao mercado europeu e os restantes 18% exportados para o mercado extraeuropeu, lembra que a indústria têxtil e vestuário e os 7.7 mil milhões euros por ano por ela gerados encontram-se agora fortemente ameaçados.

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