Companhias de Teatro precisam de um olhar diferente

Companhias de Teatro precisam de um olhar diferente

“Fértil” e “Didascália” duas companhias de teatro sedeadas em Famalicão, receberam esta segunda feira a visita do deputado na Assembleia da República Jorge Paulo Oliveira que pediu ao governo “um novo olhar e uma nova abordagem no financiamento das artes”.

A visita surge na sequência dos resultados provisórios dos concursos ao Programa de Apoio Sustentado 2018-2021 da Direção-Geral das Artes, que está a sofrer forte contestação do setor e de todos os quadrantes políticos, tudo resultado, na opinião do parlamentar, do “subfinanciamento do setor das artes no país, que condiciona depois a avaliação, bem como de um modelo que se revelou de tal modo inoperacional que, logo na sua primeira experiência, o próprio governo admite revê-lo”.

Em Gondifelos, onde está sedeada a Fértil – Associação Cultural, Jorge Paulo Oliveira acompanhado de Manuel Novais, Presidente da União das Freguesias, ficou a conhecer melhor aquela estrutura, fundada em 2010, e que aposta forte no teatro e na sua relação com as outras formas artísticas.

A Fértil desenvolve a sua atividade na circulação de espetáculos, mas não esquece a formação e a investigação. Das criações destaca-se o projeto comunitário no Vale do Este que integra um processo de investigação, criação e edição a ser implementado durante dois anos.

Ora, a Fértil foi precisamente uma das 39 estruturas, das 89 candidaturas avaliadas, que na área do teatro ficou de fora do Programa de Apoio Sustentado 2018-2021 da Direção-Geral das Artes. Jorge Paulo Oliveira, gostaria que aquela decisão provisória não adquirisse natureza definitiva. “Resta a esperança de que a promessa do ministro da Cultura de não abandonar as estruturas que merecem apoio, bem como da declaração de mesmo de reforço dos meios financeiros afetos ao programa, possam corrigir a injustiça de que a Fértil está a ser vitima”.

Em Joane, o deputado social democrata esteve no Teatro da Didascália, que também ele aposta na criação teatral, perseguindo “uma politica de pesquisa e de cruzamento estético, com o objetivo de fazer surgir uma linguagem própria e inovadora no panorama teatral português”.

Fundada em 2008, esta companhia é responsável por dois importantes festivais: “Contos d’Avó”, um festival de contadores de histórias organizado dentro das próprias casas das avós das freguesias rurais do concelho e o «Vaudeville Rendez-Vous», dedicado ao universo do teatro físico, circo e cabaret.

A situação da Didascália é diferente. Ao contrário da Fértil, é uma das 23 estruturas que viu aprovada provisoriamente a sua candidatura na área dos cruzamentos disciplinares com acesso a financiamento plurianual que, “com justificada expetativa aguarda que os resultados definitivos o confirmem”.

 

 

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