Críticas do Conselho Nacional de Saúde Pública ao plano de vacinação contra a covid-19

O plano de vacinação contra a covid-19 estabelece como prioridade as pessoas entre os 50 e os 75 anos com doenças graves, assim como os utentes de lares e profissionais de saúde destacados para prestar cuidados de saúde. Ao todo, serão cerca de 750 mil pessoas.

De acordo com o jornal Público, nos grupos prioritários seguem-se 45 mil elementos das forças de segurança e da proteção civil e também doentes crónicos entre os 50 e os 75 anos, ou seja, três milhões de cidadãos.

Só depois surgem os idosos com mais de 65 anos. É neste ponto que elementos do Conselho Nacional de Saúde Pública criticam a proposta, porque dizem que este é um grupo prioritário. Jorge Torgal, porta-voz do Conselho Nacional de Saúde Pública, dizia à TSF que «para mim, os mais atingidos são aqueles que morrem. A mortalidade acima de 80 anos é terrível».

Admite acreditar que o Plano seja revisto. «Tenho confiança nos meus colegas que integram a comissão. Portanto, penso que o documento final terá em conta também o progresso do conhecimento no respeitante aos resultados dos ensaios clínicos com as vacinas nos diferentes grupos etários», declara Jorge Torgal, na rádio.

A equipa criada pelo Governo para coordenar todo o plano de vacinação contra a covid-19, desde a estratégia de vacinação à operação logística de armazenamento, distribuição e administração das vacinas, tem um mês para definir todo o processo.

Famalicão: PS foi ver como o hospital trabalha em tempo de pandemia

A concelhia do PS reuniu com a direção do Centro Hospitalar do Médio Ave, para perceber o seu funcionamento em tempo de pandemia. O que lhe foi relatado é que o Hospital foi obrigado a aumentar em 40 camas a disponibilidade hospitalar; já efetuou cerca de 20 mil testes covid; o número de internados covid quase atinge a capacidade instalada, por foi suspensa a atividade cirúrgica programada, mas mantém-se a atividade assistencial em regime ambulatório incluindo a realização de consultas.

Além da operacionalidade do serviço neste período de pandemia foi também abordada a construção do edifício de apoio à urgência, que custou cerca de 150 mil euros à Câmara Municipal. Mas a concelhia do PS, liderada por Eduardo Oliveira, diz ter sido informada pela direção do CHMA de que o investimento foi repartido entre a Câmara e o Centro Hospitalar.

Esta deslocação da delegação do PS ao Hospital inseriu-se no âmbito do roteiro que o PS está a fazer pela saúde e que já levou os socialistas a outros espaços.

Famalicão: PS diz que há falta de condições em alguns espaços de saúde

A concelhia do Partido Socialista visitou espaços de saúde em Famalicão e verificou que existe falta de condições físicas.

O PS constatou que os profissionais de saúde trabalham em espaços exíguos e improvisados, sem sala para material obsoleto e não usado.

A concelhia do PS, liderada por Eduardo Oliveira, visitou Unidades de Saúde Familiares, Equipas de Cuidados Continuados Integrados, de Saúde Escolar e de Saúde Materno Infantil.

Esta visita, que aconteceu no dia 18, esteve incluída no Roteiro pela Saúde que tem levado os socialistas a vários espaços. Além da passagem por estes espaços de saúde, a equipa socialista esteve reunida com o coordenador da Unidade de Apoio à Gestão nas Unidades de Saúde, liderada por Nuno Silva.

«Perante a contingência que esta pandemia acarreta, o desafio tornou-se acrescido para a equipa de profissionais que, apesar das vicissitudes, faz o seu melhor», sublinha Eduardo Oliveira, que se mostra reconhecido aos profissionais de saúde pelo trabalho desenvolvido.

Os socialistas prometem reivindicar junto da ARS Norte e do Ministério da Saúde por melhores condições.

Vacina da gripe não chega para todos

A diretora-geral da saúde, Graça Freitas, admitiu que a vacina da gripe não vai chegar para todos dada a elevada procura. Mas, assegura que os grupos de risco foram cobertos.

As autoridades estimam que cerca de 1,3 milhões de vacinas já tenham sido administradas, havendo ainda meio milhão para serem aplicadas. Faltam chegar cerca de 270 mil vacinas que deverão estar disponíveis em finais de novembro, princípio de dezembro.

Contudo, pese embora não chegue para a procura, nunca se vacinou tanto em tão poucas semanas, apesar de todos os constrangimentos causados pela pandemia de covid-19, diz a DGS.

Durante a pandemia, Graça Freitas, que coordenou durante vários anos o Programa Nacional de Vacinação, tem feito vários apelos aos pais para não deixarem de vacinar os filhos, pedidos que estão a surtir efeito.

Relativamente à vacina contra a covid-19, Graça Freitas afirmou que o Infamed tem um papel preponderante, mas que a Direção-Geral da Saúde criou uma Comissão Técnica de Vacinação que define, entre outras situações, os grupos de risco a vacinar.

Segundo a diretora-geral, há duas formas de se ponderar os grupos de risco, sempre na lógica de que deve ser vacinado primeiro quem mais beneficiar da vacina: os doentes e as pessoas mais velhas.

Há outro grupo “muito importante”, que são os profissionais da saúde e os cuidadores que tratam populações vulneráveis.

Famalicão: Cerca de 9 mil famalicenses sem médico de família

O deputado Jorge Paulo Oliveira acusa o Governo de não dar resposta aos cerca de nove mil famalicenses sem médico de família. O problema foi colocado pelo deputado do PSD no âmbito do debate na especialidade do Orçamento de Estado para 2021.

Jorge Paulo Oliveira alertou a Ministra Marta Temido para o agravamento do número de famalicenses sem médico de família. O social-democrata lembrou que em outubro de 2019 havia 371 famalicenses sem médico de família; ao passo que em outubro de 2020 esse número é de 8.898 utentes. Segundo o deputado, a Ministra não respondeu a esta questão que lhe foi colocada.

Na sua intervenção, Jorge Paulo Oliveira elogiou a atuação dos colaboradores do Serviço Nacional de Saúde que procuram as melhores respostas aos doentes, no contexto das atuais dificuldades.

Enalteceu também a ação da Câmara Municipal de Famalicão em matéria de saúde pública, lembrando os investimentos municipais na Clínica da Mulher e da Criança e, mais recentemente, numa nova ala das urgências.

 

 

Exames de diagnóstico isentos de taxas moderadoras

O decreto-lei que isenta de taxas moderadoras os exames complementares de diagnóstico e terapêutica, realizados fora do SNS, já foi publicado em Diário da República.

A medida, que começa a ser aplicada a partir do dia 1 de janeiro de 2021, abrange os exames que sejam prescritos nos cuidados de saúde primários (centros de saúde) e feitos no setor privado ou social.

A perda de receita, que irá refletir-se no Orçamento de Estado para 2021, está calculada em 96 milhões de euros.

Recorde-se que desde 1 de setembro, as taxas moderadoras já deixaram de se aplicar aos exames complementares de diagnóstico e terapêutica prescritos no âmbito dos cuidados de saúde primários que sejam realizados dentro do SNS.

 

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