Tribunal decreta “liquidação e encerramento” da Associação Industrial do Minho

O Tribunal de Vila Nova de Famalicão decretou esta quarta-feira a “liquidação e encerramento” da Associação Industrial do Minho (AIMinho), depois de a assembleia de credores ter rejeitado um plano para recuperar a instituição da insolvência.

A AIMInho tem uma dívida superior a 12 milhões de euros, sendo os dois maiores credores a Caixa Geral de Depósitos, que votou favoravelmente o plano de recuperação apresentado, e o Novo Banco, que “chumbou” a proposta, levando aquele tribunal a declarar o fim da instituição.

Segundo referiu no final da sessão, em declarações aos jornalistas, o advogado da AIMInho, Hélder Gandarão Oliveira, “vão de imediato para o desemprego cinco pessoas”, sendo que aquela associação já teve mais de 30 trabalhadores.

Na ata da sessão, o representante da AIMInho fez questão de que constasse a “profunda tristeza” da associação pela decisão dos seus credores, salientando o “empenho e esforço” da comissão executiva para que fosse outro o desfecho do processo e apontou o dedo ao Estado português, ao qual atribuiu a “situação de exceção” da AIMinho.

O advogado referiu depois que o Estado deve à AIMInho “uns largos milhares de euros” que dariam para “equilibrar as contas” da associação.

Mercadona em Braga e Barcelos já no próximo ano

A cadeia espanhola de supermercados Mercadona reformulou o seu plano inicial de expansão em Portugal e prevê agora abrir “oito a dez lojas” nos distritos do Porto, Braga e Aveiro, todas durante o segundo semestre de 2019.

Em comunicado divulgado hoje, a Mercadona esclarece que em agosto “o comité de direção da empresa decidiu, com base no estabelecido para esta primeira fase de internacionalização, avançar com a abertura de oito a dez lojas em Portugal no segundo semestre de 2019”, sendo que “o número final será definido em função da evolução das licenças e o avanço das obras”.

No total, está previsto um investimento de 100 milhões de euros no arranque da expansão da Mercadona em Portugal.

Os planos iniciais da Mercadona previam a abertura no primeiro semestre de 2019 de quatro lojas em Portugal – em Gaia (Canidelo), Maia, Gondomar e Matosinhos – a que se seguiria (em data não definida) a inauguração de mais cinco lojas no Porto, Braga, Penafiel, Barcelos e de uma segunda loja em Gaia.

Segundo a cadeia espanhola, “com o objetivo de garantir a preparação da entrada no país e a abertura destas lojas em 2019, a empresa prevê criar cerca de 300 postos de trabalho que, somados aos 200 já existentes, totalizam 500 colaboradores em Portugal”.

A entrada da Mercadona em Portugal arrancou com a criação da sociedade Irmãdona Supermercados, sediada no Porto, e onde se situam os escritórios centrais, além dos existentes também em Lisboa.

Entretanto, iniciou também atividade o Centro de Coinovação construído em Matosinhos, apresentando como “um macro laboratório de ideias de 1.000 metros quadrados que ajuda a equipa da Mercadona a definir, junto dos clientes portugueses, o sortido de produtos em Portugal, totalmente adaptado às necessidades deste mercado”.

Em construção está ainda um bloco logístico na Póvoa de Varzim, em duas parcelas com uma área total de 50.000 metros quadrados, que “servirá para o desenvolvimento da atividade logística em Portugal”.

“Todos estes factos confirmam que Portugal é uma grande oportunidade para iniciar o crescimento internacional da empresa e estamos muito entusiasmados com a decisão e o desafio de um projeto com o qual estamos muito comprometidos”, sustenta o presidente da empresa, Juan Roig, citado no comunicado.

Sismo sentido às 7h12 de 4,6 na escala de Richter sentido em Famalicão

Epicentro do terramoto situou-se a 130 quilómetros Oeste do Cabo Mondego.

Um sismo de magnitude 4,6 foi sentido esta terça-feira de manhã no Norte e Centro do país. Segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera, o abalo foi registado às 07h12 desta terça-feira. O epicentro localizou-se a cerca de 130 quilómetros a Oeste do Cabo Mondego.

De acordo com a Autoridade Nacional de Proteção Civil, este abalo foi sentido no Norte e centro do país, tendo a Autoridade já recebido alguns pedidos de informação. Não há relatos de danos pessoais ou materiais. No entanto, o abalo foi sentido com intensidade máxima III na escala de Mercalli na Santa Maria da Feira, Aveiro. O terramoto foi também sentido em locais como Porto, Gondomar, Vila Nova de Gaia, Nazaré, Alpendorada, Coimbra, Oliveira de Azeméis, Viseu, Braga ou Famalicão.

Temperaturas descem 10 graus

As temperaturas máximas vão descer a partir de hoje, entre 7 e 10 graus Celsius nas regiões do litoral Norte e Centro, segundo a meteorologista do Instituto Português do Mar e da Atmosfera, Maria João Frada.

“Durante a noite tivemos grande parte das regiões do interior Norte e Centro com aguaceiros por vezes fortes, acompanhados de trovoada e em alguns locais sob a forma de granizo. Hoje vamos começar o dia de uma forma completamente diferente dos últimos dias: com muita nebulosidade baixa, neblinas e nevoeiros a afetar todo o litoral incluindo a costa sul do Algarve”, disse.

De acordo com Maria João Frada, as temperaturas máximas vão sofrer a partir de hoje uma descida significativa a sul do litoral oeste do Cabo Mondego.

“A sul do litoral oeste do Cabo Mondego a nebulosidade pode não dissipar e é nestes locais que a decida da temperatura máxima é mais acentuada sendo de 7 a 10 graus e nas restantes regiões do continente de 4 e 5 graus”, disse.

Segundo a meteorologista do Instituto Português do mar e da Atmosfera (IPMA), esta situação vai manter-se nos próximos dias.

“Por um lado temos nebulosidade baixa, neblinas e nevoeiros a afetar especialmente o litoral oeste e nas regiões do Norte e Centro aguaceiros e condições favoráveis a trovoadas e granizo bem como rajadas. O vento vai continuar fraco, predominando nos próximos dias”, salientou.

De acordo com Maria João Frada, esta situação vai manter-se até à próxima quinta-feira.

“Na terça-feira não vamos ter alterações nas temperaturas, na quarta vamos ter uma descida da máxima de 2 e 4 graus na generalidade do território. A meio da semana os valores da temperatura máxima não vão ultrapassar os 28 graus em todo o território”, disse.

As temperaturas mínimas vão variar entre os 12 e os 15 graus, com exceção do Algarve, que estará entre os 18 e os 20 graus.

Segundo Maria João Frada, a instabilidade deve-se “à aproximação de um vale nos níveis altos da atmosfera com ar frio”.

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